Resultados divulgados mostram cenário positivo impactados pelas vendas para a siderurgia.

A Magnesita Refratários divulgou na noite de terça-feira, 8, o balanço do primeiro trimestre de 2017 (1T17) apresentando números positivos ao mercado. A receita líquida consolidada atingiu US$284 milhões no período, crescimento de 21% em relação ao 1T16. Segundo a Companhia, o aumento de vendas para a siderurgia e DBM impulsionaram positivamente os resultados.

“Este ano começou com melhores perspectivas para a Magnesita. Após vários anos enfrentando queda na produção de aço nos nossos mercados estabelecidos, finalmente observamos uma recuperação no primeiro trimestre de 2017”, afirmou o presidente do Conselho de Administração, Octavio Pereira Lopes.

A produção cresceu 8,6% na América do Sul, enquanto na América do Norte (excluindo México) e na Europa Ocidental houve expansão de 4,3% e 2,4%, respectivamente.

Na América do Sul, o aumento foi impulsionado principalmente pelo Brasil. A operação da nova planta de Pecém, voltada para exportação, também favoreceu o movimento.

A Magnesita registrou aumento da utilização da capacidade nos Estados Unidos em 73%, frente a 70% há um ano. As razões apontadas foram melhoria nas condições do mercado interno e as medidas antidumping que entraram em vigor em 2016.

No período, o volume de vendas da Magnesita para a siderurgia compensou a queda nas vendas para o segmento industrial e impactou também nos números positivos. As vendas de refratários para siderurgia cresceram 6,5% em relação ao 1T16, para 200,4 mil toneladas, impulsionado principalmente pela maior produção de aço na América do Sul e

América do Norte e pela expansão das vendas em novas geografias, destacando principalmente México e MEA-CIS. A receita de vendas para a indústria siderúrgica cresceu 20,9% ano-a-ano, para US$ 204,5 milhões, impulsionada pelo volume de vendas e pelo efeito cambial sobre as vendas em reais.

Por sua vez, as vendas para o segmento industrial somaram 38,6 mil toneladas no 1T17, 10,0% abaixo do ano anterior, resultado da queda nas vendas para a indústria de cimento no Brasil e menores vendas em MEA-CIS e Europa.

Apesar disso, a receita cresceu 16,9%, para US$ 46,4 milhões, impulsionada essencialmente pelo efeito cambial sobre as vendas em reais.

O EBITDA ajustado (excluindo-se outras receitas e despesas operacionais) atingiu US$ 46,6 milhões no 1T17, 19,2% acima do ano anterior. Já a margem EBITDA ajustada permaneceu praticamente estável quando comparada com o ano anterior, em 16,4%.
O CAPEX da Companhia somou US$7,9 milhões no trimestre, 15,1% inferior aos US$9,4 milhões investidos no 1T16, devido, segundo a Companhia, principalmente ao faseamento dos investimentos ao longo do ano. A expectativa, no entanto, é que o CAPEX total de 2017 fique ligeiramente acima do nível de 2016.

“Ao passo que anunciamos mais um trimestre positivo para a Magnesita, seguimos confiantes de que nossa estratégia de expansão em novas geografias, melhora na rentabilidade do negócio e aumento do fluxo de caixa e retorno sobre o capital investido, estão certamente gerando valor para nossos acionistas”, finalizou o presidente do Conselho de Administração.

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