Porto Corredor Logístico de Nacala - Foto: Divulgação / Vale

Maior investimento da companhia fora do território brasileiro poderá quadriplicar a produção de carvão da empresa.

Na última semana, o diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira, junto à representantes governamentais dos países Moçambique, Malawi, Brasil e Japão, anunciou a inauguração do Corredor Logístico de Nacala (CLN). O CLN é um fruto da parceria entre o governo de Moçambique, o governo do Malawi, a Vale e a Mitsui para o desenvolvimento socioeconômico da região.

O Corredor de Nacala é um investimento feito pela Vale e a empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM). O CNL foi criado com o objetivo de possibilitar a construção e reabilitação de uma linha férrea de 912 km que liga a Mina de Carvão de Moatize, em Tete, ao Terminal marítimo de Nacala-à-Velha, na província de Nampula, cruzando a República do Malawi.

O projeto teve inicio em 2012 e é o maior investimento da Vale fora do território brasileiro, totalizando o valor de US$ 4,4 bilhões.

Com o corredor, a companhia tem a possibilidade de ampliar a produção de carvão para até 18 milhões de toneladas por ano, volume quatro vezes maior que a produção da Vale em 2016.

O CLN conta com uma ferrovia e infraestrutura portuária, que inclui a reabilitação de ferrovias existentes em Moçambique e Malawi e um novo terminal portuário de carvão em Moçambique. O terminal tem com um pátio com a capacidade para estocar aproximadamente, 1 milhão de toneladas de carvão, e com a baía profunda do local, o terminal pode receber cerca de 150 navios de grande porte por ano.

Para o transporte de carvão, o CLN conta com uma frota de 85 locomotivas e 1962 vagões, equipados com a mais alta tecnologia do ramo ferroviário. Dessa forma, a capacidade de transporte de carga geral e de pessoas para Moçambique e Malawi cresceu, e consequentemente a geração de receita e de empregos em ambos os países também tem, segundo a Vale, apresentado aumentos. O Corredor de Nacala gera até o momento cerca de 2.000 de empregos indiretos e 1.400 contratados, com a maioria dos trabalhadores sendo moçambicana e malawiana.

 

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