Mineradora se compromete a contratar, em até 30 dias, empresa de auditoria Aecom para acompanhar e fiscalizar medidas de reparo e reforço do empreendimento.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Samarco e a Aecom do Brasil, empresa de auditoria independente, assinaram, na terça, dia 13, na Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), em Belo Horizonte, um Termo de Acordo Judicial que garante o custeio, pela mineradora, de auditoria geotécnica em todas as estruturas remanescentes, em planejamento e em construção no Complexo Germano.

Segundo informado pelo MPMG, a Aecom do Brasil deverá ser contratada em até 30 dias para realização da auditoria. A ela caberá também o acompanhamento e a fiscalização das obras de construção da chamada Barragem do Eixo 1 – uma grande estrutura que será construída no interior do Complexo Germano com o objetivo de conter os rejeitos restantes.

O acordo prevê, ainda, que a empresa de auditoria analise a implementação do Plano de Remoção e Manejo de Rejeitos, a ser executado pela Fundação Renova, na área que vai do interior do complexo minerário até o Dique S4.

O objetivo é garantir que a execução do Plano de Remoção não coloque em risco a estabilidade das estruturas do empreendimento.

Para a coordenadora da força-tarefa do caso Samarco, promotora de Justiça Andressa de Oliveira Lanchotti, por meio do diálogo, foi dado um passo importante para a garantia da segurança do Complexo Germano, que ainda abriga em seu interior cerca de 13 milhões de m³ de rejeitos, e para uma possível retomada das atividades da Samarco. “Nestes últimos seis meses, o MP vem acompanhando a implementação das obras necessárias para a contenção desses rejeitos, visando, sempre, a diminuição dos riscos relacionados a essa atividade”.

Com informações do Ministério Público de Minas Gerais.

 

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