Internet das Coisas na Mineração é tema da EXPOSIBRAM

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Internet em objetos como óculos permitirá ao operador de campo executar um trabalho com mais agilidade, segurança e qualidade. - Foto: REUTERS/Joshua Roberts

Com temática “Um Olhar sobre o Futuro da Mineração”, feira reúne especialistas brasileiros e internacionais para discutir atividade minerária.

Marcada entre os dias 18 e 21 de setembro, em Belo Horizonte (MG), a Exposibram reunirá uma série de discussões sobre todo o setor mineral e , diante disso, a Revista Mineração está com uma cobertura especial sobre os temas do evento, a exemplo da “Internet das Coisas na área da mineração”.

O termo criado pelo especialista britânico Kevin Ashton, do Instituto de Tecnologia de Massachusettsch (MIT), nos Estados Unidos, em 1999, refere-se às técnologias que promovem conectividade e inteligência para qualquer setor da sociedade, inclusive, na mineração. Para Constantino Seixas Filho, diretor geral da Accenture e palestrante do evento, a feira será a oportunidade ideal para debater as necessidades da indústria de mineração nessa área. “É o momento de discutir como agilizar a modernização do processo produtivo, buscando aumento de eficiência e de competitividade das empresas brasileiras. A Industry X.0 se coloca como uma solução para diversos problemas desse segmento, mas o tema ainda precisa ser melhor disseminado. É imensa a desinformação sobre o potencial das novas tecnologias”, comenta.

Palestrante no painel “A Digitalização Iminente e a Internet das Coisas na Mineração”, Constantino explica que o impacto da IIoT(Industrial Internet of Things) na área mineral é muito grande e se dá em diversas dimensões, a exemplo do connected Mine: “A solução de mina conectada visa colher informações de todos os sistemas produtivos, da mina ao porto, armazená-los na nuvem, realizar data analytics de forma centralizada e depois distribuir o resultado para todos os gerentes e operadores da cadeia de produção, por meio de tablets”.

Outro exemplo, segundo palestrante é o Connected Worker em que, por meio de aparelhos eletrônicos com internet como óculos, celulares e tablets, o operador de campo pode executar um trabalho com mais agilidade, segurança e qualidade: “Imagine ter que realizar uma manutenção de campo e dispor de todos os documentos em formato digital em um tablet, incluindo diagramas P&IDs, procedimentos de manutenção de calibração de uma balança ou de inspeção de campo. A ineficiência dos processos de campo sem esse tipo de assistência é enorme. Agora e possível reduzir uma atividade que levaria dias a alguns minutos”, detalha.

Para Constantino, a implementação de novas tecnologias no setor industrial tem muitos desafios a serem enfrentados. O primeiro e maior deles é realizar a chamada convergência IT-OT, isto é, a junção dos sistemas de TI com os sistemas de operação. “Enquanto essa governança não for unificada e as arquiteturas não forem integradas, teremos dificuldades para evoluir na velocidade que a revolução digital exige. Também precisamos de investimentos na infraestrutura. Esse desafio tem que ser enxergado como um compromisso da organização e não de uma área operacional, que precise implantar um projeto para ganhar produtividade”, afirma.

 

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