A fusão faz parte de uma série de ações do governo chinês a fim de tornar as empresas estatais mais eficientes e rentáveis nas áreas de carvão, energia, aço e químicos.

Uma fusão entre a maior produtora de carvão chinesa, a China Shenhua Group Corp, e uma das maiores geradoras de energia no país asiático, a China Guodian Corp, será responsável pela criação da maior produtora de energia mundial, com ativos na casa dos 1,8 bilhões de yuans, cerca de US$ 278 bilhões.

A aprovação do acordo entre as duas estatais foi anunciada na segunda-feira, 28, pela Comissão de Supervisão e Administração de Ativos (Sasac, na sigla em inglês), informou a agência de notícias Reuters.

A nova empresa chamará National Energy Group e terá uma capacidade instalada de 225 gigawatts (GW), ultrapassando a francesa EDF Energies Nouvelle, líder mundial em energia renovável e a italiana ENEL.

A fusão faz parte de uma série de ações do governo chinês a fim de tornar as empresas estatais mais eficientes e rentáveis.

Estão previstas junções entre os grupos estatais que controlam indústrias como o carvão, energia, aço e químicos.

O governo prometeu reduzir a produção de carvão para controlar a emissão de gases poluentes. Com isso, a construção de dezenas de usinas foi interrompida neste ano. Deverão ser criadas também estratégias para voltar a economia para o consumidor, e para o controle de setores sobrecarregados. Em julho, conforme divulgado pela Revista Mineração, a China assinou com os Estados Unidos um acordo para reduzir a produção de aço, a fim de equilibrar o mercado internacional.

Temer quer estreitar relações com país asiático

Entre os maiores parceiros comerciais brasileiros e destino de boa parte da produção mineral brasileira, o país será visitado por Michel Temer nesta semana. O presidente viaja hoje, 29, com uma comitiva de ministros, parlamentares e empresários para se reunir com o presidente, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da China, Li Keqiang.

A estratégia do governo é chamar atenção das autoridades chinesas quanto ao pacote de privatizações do Programa Crescer. Na ocasião, deverão ser assinados uma série de acordos bilaterais nas áreas de infraestrutura, saúde, cultura e tecnologia.

Na agenda dos dois países estão um Seminário Empresarial Brasil-China, no sábado, 2, com a participação de empresários chineses interessados ou em processo de investimentos no país. Entre 3 e 5 de setembro, acontece a IX Cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em Xiamen.

 

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