Empresas da transformação do aço acreditam que medida elevará custo Brasil.

A indústria da transformação do aço está se organizando para frear o processo antidumping, relativo às importações de aço de origem chinesa e russa, em análise no planalto brasileiro. No último dia 4, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) realizou uma reunião para discutir o assunto.

No evento, 18 entidades do setor industrial decidiram assinar um pleito, endereçado à Presidência da República, alertando sobre o risco que a indústria de transformação brasileira corre, caso seja aplicado o direito de antidumping e de medidas compensatórias de subsídios sobre as importações chinesas e russas de aços laminados planos a quente.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) vem analisando a possibilidade de aplicar as medidas protecionistas pressionado pelo aumento da entrada de produtos siderúrgicos importados e também devido a assinatura, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de um memorando que autoriza a investigação comercial sobre importação de aço.

As siderúrgicas e empresas da área da transformação acreditam que tal medida poderá gerar um aumento no Custo Brasil devido à alta do preço do aço no país, o que resultaria em um gasto maior em relação aos concorrentes europeus e americanos.

De acordo com o presidente executivo da Abimaq, José Velloso, além de impedir a aplicação do direito antidumping, a ideia é também reduzir a margem de aumentos de preço deste insumo nos próximos anos e proteger a competitividade da indústria nacional.

O documento expressa a preocupação em relação à existência de elementos que apontam para a impossibilidade técnica de aplicação do direito antidumping, além do impacto que essa medida trará à competitividade da indústria nos mercados interno e externo.

O ofício foi encaminhado aos ministros Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA), Dyogo Henrique de Oliveira (Planejamento, Desenvolvimento e Gestão), Eliseu Padilha (Casa Civil), Henrique de Campos Meirelles (Fazenda), Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC), Maurício Quintella Malta Lessa (Transportes, Portos e Aviação Civil) e Wellington Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência da República).

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