Paranapanema conclui processo de reestruturação acionária

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Unidade da Paranapanema em Dias D'Ávila, Bahia - Foto: Divulgação Paranapanema

Aumento de capital contou com a participação de atuais e novos acionistas, alcançando novo arranjo societário.

A Paranapanema – a maior produtora não integrada de cobre refinado – concluiu o processo de reestruturação acionária e de capitais ao finalizar a liquidação de R$ 360 milhões de dívidas em debêntures conversíveis. Segundo informado pela companhia, nessa terça-feira, 26, em dez dias, contados a partir da sexta-feira, 22, a 1ª série das debêntures será convertida em ações da companhia.

Ainda no processo de reestruturação, a empresa também finalizou a emissão de novas ações, com aporte de R$ 352 milhões, que somados à conversão das debêntures, totalizou uma capitalização de R$ 712 milhões.

Em julho, também como parte desse processo de reestruturação, a Glencore havia assinado um acordo de investimento no valor de R$ 66 milhões, em troca de 5% do capital da empresa brasileira.

O diretor-presidente da Paranapanema, Marcos Câmara, afirma que a conclusão desta etapa simboliza o início de uma nova fase na história da empresa. “O acordo com a Glencore, o processo de capitalização e o reperfilamento da dívida são os principais esforços empenhados pela direção da empresa, junto aos acionistas e credores, e permitirão implementar com sucesso seu plano de negócios e sua estratégia de crescimento”, ressalta o executivo.

Conforme comunicado da empresa, o aumento de capital contou com a participação de atuais e novos acionistas alcançando novo arranjo societário com a predominância de capital privado. “Com a reestruturação, Paranapanema focará na retomada plena de suas atividades operacionais e na geração de valor aos seus acionistas e demais stakeholders”, diz o comunicado.

O processo de renegociação com credores estava em andamento desde maio de 2016. Para evitar a cobrança de juros, e o pagamento da dívida principal, bem como sua cobrança judicial, a empresa assinava acordos de standstill. No último dia 8 de agosto, a companhia firmou acordo com 11 bancos credores, que representavam 84% da dívida, no total de US$ 616 milhões. Por meio do acordo, a companhia poderá pagar seus compromissos em prazos que chegam a sete anos, incluído período de carência.

Segundo a empresa, por meio de números ainda não auditados, houve redução de 28% e alongamento de 94% de sua dívida financeira, quando comparada às demonstrações financeiras do 2º trimestre de 2017.

 

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