Pará e Guiana Francesa estudam nova rota marítima

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Diretor executivo do GPM Rémy Louis Budoc apresentou estudo - Foto: Agência Pará

Navegação entre Pará e Guiana seria reduzida de 45 para 20 dias com a instalação de um Porto de Inspeção Fronteiriço (PIF) na região da Guiana.

A operadora portuária Grand Port Maritime de La Guyane (GPM), da Guiana Francesa, apresentou no último dia 28, a fase final do estudo que busca criar novas rotas marítimas comerciais internacionais passando pelo Pará. Segundo informações da Agência Pará, foram contemplados estudos de navegação entre portos e de curta distância (estudos de cabotagem inter-regional).

O projeto de iniciativa da Ernst & Young deve resultar em novas relações comerciais por via marítima entre o Planalto das Guianas, parte da região do Caribe e a região Norte do Brasil, contribuindo com a exportação de produtos minerais e de outros setores produtivos nacionais.

Especialistas identificaram cerca de 150 oportunidades de exportação que despertam maior interesse comercial dos envolvidos devido à expectativa de trocas de produtos complementares entre regiões com produções e necessidades tão distintas.

Além disso, a exportação entre Pará e Guiana, hoje realizada em cerca de 45 dias de navegação, diminuiria para 20 dias com a instalação de um Porto de Inspeção Fronteiriço (PIF) na região da Guiana. A inspeção hoje feita no porto Europeu poderia ser, então, realizada em uma região mais próxima, reduzindo o tempo de viagem e o preço dos produtos exportados.

“A nossa ambição é conseguir implementar esse sistema de cabotagem em parceria com os diversos atores envolvidos”, disse o diretor executivo do GPM Rémy Louis Budoc. Ele acredita que a iniciativa possui grande potencial: “As instituições evolvidas se mostram muito interessadas pelos próximos passos do projeto. Ainda há muito trabalho a fazer e os estudos apresentados hoje foram uma bela oportunidade de compartilhar dados, projeções e as grandes expectativas envolvidas”.

Nas próximas etapas será criado um grupo de trabalho composto por especialistas das instituições envolvidas no projeto. Segundo o presidente do Sindicato dos Operadores Portuários do Pará (Sindopar), Alexandre Carvalho, este momento é importante porque possibilita que a entidade participe de maneira colaborativa do projeto. “Apesar de vir acompanhando todos os passos da iniciativa, não tinha ainda real noção dos volumes e dos números envolvidos. Saio daqui encantado com a possibilidade de podermos nos debruçar sobre esses estudos com reuniões já marcadas na Casa do Operador Portuário”, afirmou.

Além dos representantes da Codec, também estiveram presentes no encontro o vice-presidente da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), José Maria Mendonça; o coordenador do Centro Internacional de Negócios (CIN), Raul Tavares; representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), da Agência Marítima CGM, do Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (Senai), do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e do Serviço Social da Indústria (Sesi), mineradora Vale, Associação dos Terminais Portuários (Amport), Federação das Associações Comerciais do Pará (Faciapa), Axis Shipping, Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), Bureau da Engenharia e Consulado da França.

Com informações da Agência Pará

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