Nexa pretende alcançar a Ásia

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Foto: Divulgação Nexa Resources.

Braço de mineração da Votorantim já tem escritórios na América Latina, Estados Unidos e Europa; agora quer conquistar também o mercado chinês.

Após ter sido lançada com sucesso na bolsa de valores canadense, a Nexa Resources, nova marca da Votorantim Metais, pretende abrir, até o final de 2017, um escritório comercial na Ásia. A intenção é desenvolver uma estratégia mercadológica na China e em outros países da região. As informações são da Reuters.

O CEO da empresa, Tito Martins, disse em entrevista à agência de notícias que já existe uma base de clientes firme na América Latina e outra na Europa. A companhia tem escritórios em Houston (EUA), Luxemburgo (Europa), Lima (Peru) e São Paulo. O objetivo agora é expandir para o restante do mundo.

Em 2016, a receita total de vendas da Nexa, de US$ 1,913 bilhão, em escritórios comerciais no Brasil e no Peru, representou quase 30% do total, enquanto os outros quatro países onde a empresa atua alcançaram juntos 70%. A China representou menos de 1%. “Um desafio para nós tem sido entrar mais na Ásia… É muito provável que a gente decida abrir uma representação comercial (na região)”, afirmou Tito.

Segundo Martins, a China está perdendo espaço na produção de zinco, pois mesmo sendo uma das maiores produtoras do minério no mercado global, tem reduzido suas atividades para se adequar em novas exigências ambientais.

“Com isso, nos últimos 12 a 18 meses, tem faltado concentrado de zinco no mercado e a expectativa é que a situação se mantenha pelo menos nos próximos 24 meses. O que significa que a gente deve ver os preços de zinco em patamares onde estão hoje ou acima deles pelos próximos 24 meses”, disse.

O executivo afirmou que a empresa ainda não tem metas fechadas para 2018, mas acredita que o volume de investimentos pode ser próximo ou maior do que registrado esse ano, de cerca de US$ 200 milhões.

De acordo com a Reuters, a Nexa planeja utilizar os próximos cinco anos para investir nas construções das minas de zinco Aripuanã, no Brasil, e Shalipayco, no Peru, enquanto melhora a capacidade das operações existentes no Peru. Essas novas plantas devem entrar em atividade entre 2020 e 2021.

“A gente quer crescer nos projetos que nós temos hoje, mas lógico que se houver possibilidades de sociedades em outros projetos e em outras empresas vamos estar sempre vendo. Não tem nada hoje, mas é uma possibilidade também”, ponderou o executivo.

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