Commodity do minério de ferro pode voltar para US$ 50

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Mina de minério de ferro - Foto: Divulgação BHP.

Produção recorde da Vale e baixa na demanda chinesa são fatores decisivos na baixa dos preços.

Na manhã desta quarta-feira (29), contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian apresentaram alta de 2,09%, a 512,5 iuanes, entretanto, a previsão para os próximos meses é de queda.

Analistas do grupo financeiro Goldman Sachs projetam uma baixa nas ofertas do minério de ferro para 2018. Durante o mês de novembro, a commodity cresceu cerca de 15%, atingindo o preço de US$ 62,50 a tonelada. Porém, a previsão é que ela volte para a média de US$ 50/ton nos próximos 12 meses. Segundo o banco, a China será a grande responsável pela queda.

De acordo com o grupo, a o país asiático deve influenciar os preços do minério de ferro devido às recentes decisões de diminuir sua produção para reduzir os níveis de poluição do país. Entre as ações está a diminuição no fornecimento de aço para as fábricas, o que deve impactar na demanda pelo minério de ferro.

Com relação ao Brasil, o banco de investimento cita o aumento da oferta pela quantidade recorde de minério de ferro extraído pela Vale no complexo S11D, no Pará. Para os analistas, a grande produção pode gerar uma desvalorização no preço.
Cobre e outros minerais

O preço do minério de ferro não é o único com expectativas baixas no mercado. O cobre também tem operado em baixa durante essa semana. Avaliações feitas pela revista Istoé Negócios e divulgadas nesta terça-feira (28), mostram que o cobre deve recuar 1,8% nos próximos três meses, a US$ 6,803 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Na divisão de metais da bolsa Ney York Mercantile Exchange, o cobre para março tinha queda de 1,93%, a US$ 3,0965 a libra-peso.

Especialistas do mercado mineral acreditam que a queda se deve a uma baixa na demanda chinesa, tendo em vista que o país é, atualmente, o maior consumidor do metal no mundo. Na segunda semana de janeiro, o mercado de Pequim alertou sobre uma possível bolha nos mercados de ações e começou a tomar medidas para reduzir os riscos no mercado financeiro.

Segundo informações do site Dow Jones Newswire, ainda no dia 28 outros metais apresentaram queda na LME. O zinco teve baixa de 1,6%, a US$ 3.136,50 a tonelada, o alumínio apresentou queda de 1%, a US$ 2.110 a tonelada, o estanho também caiu 0,1%, a US$ 19.480 a tonelada, o níquel recuou 2,2%, a US$ 11.335 a tonelada, e o chumbo caiu 1,4%, a US$ 2.429 a tonelada.

Com informações da Istoé Negócios e da Infomoney.

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