Queda de 13% se aproxima do volume mínimo anual nas últimas três décadas.

A Venezuela tem enfrentado umas das piores crises político-econômicas dos últimos anos. A situação impactou também na produção nacional de petróleo, que caiu 13% no ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (18) pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A entidade alerta que a queda chegou ao mínimo anual em 28 anos, o que pode significa um aprofundamento da crise econômica do país e maiores riscos de um calote nas dívidas.

O país produziu 2,072 milhões de barris por dia (bpd) em 2017, contra 2,373 milhões de bpd em 2016. O número representa uma queda de quase 300 mil bpd. Segundo a Opep, foi a maior retração entre os treze países do grupo que se comprometeram com cortes de produção.

A Venezuela não tem conseguido evitar a queda de produção por seis anos seguidos, ao contrário de países como Arábia Saudita e Rússia, que promoviam cortes voluntários na intenção de elevar os preços.

De acordo com informações divulgadas pela Reuters, as principais causas são investimentos abaixo do necessário, atrasos em pagamentos a fornecedores, sanções dos Estados Unidos e fuga de profissionais qualificados do país.

Em consequência da queda da produção, reduziram-se também as exportações de petróleo e refino, o que provocou escassez momentânea de combustível no país e em alguns de seus aliados, como Cuba.

Os impactos negativos da indústria do petróleo também estão contribuindo para piorar a recessão e aumentar a inflação que tem resultado em milhões de pessoas em situação de pobreza e sem alimentos.

“O desastre continua”, escreveu no Twitter o parlamentar de oposição, Elias Matta, nesta quinta-feira, após a divulgação dos dados da Opep.

Com informações da Reuters.

 

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