Adesão do país pode estimular projetos de energia solar, eólica e a indústria dos biocombustíveis.

Nesta semana o Brasil passou a integrar o grupo de países que compõem a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena). A decisão foi unânime, tomada pela Comissão Interministerial de Participação em Organismos Internacionais do Governo Federal nesta semana.

A Irena é uma organização intergovernamental que apoia o desenvolvimento de energias renováveis nos países membros e também a redução de emissões de gases de efeito estufa. De acordo com informações divulgadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME), a participação brasileira poderá impulsionar a cooperação e a troca de informações entre os países que almejam o desenvolvimento principalmente em bioenergia.

“O Brasil é um dos melhores exemplos da substancial representatividade das energias renováveis na matriz, tanto elétrica quanto energética, e tenho convicção de que poderemos contribuir muito com a Agência e seus países membros. Como país membro, poderemos participar mais ativamente do debate sobre temas relevantes da agenda energética internacional, bem como nos beneficiar das ferramentas e iniciativas desenvolvidas pela Irena”, afirmou o ministro Fernando Coelho.

No país, o corpo técnico do Irena poderá auxiliar no desenvolvimento da energia solar e eólica, além de contribuir para a atração de investimentos, financiamentos e divulgação de processos licitatórios. A participação brasileira na IRENA contribuirá para a Plataforma Biofuturo.

Criada em 2009, a agência inicialmente tinha como foco o fomento às tecnologias eólica e solar produzidas em países desenvolvidos. A partir de 2011, passou a considerar os biocombustíveis e a energia hidráulica como pauta de discussão também, abrindo a oportunidade de participação de países em desenvolvimento como África do Sul, China e Índia. No total, 152 países compõem a agência e outros 20 estão em processo de adesão.

Assembleia geral

Entre os dias 13 e 14 de janeiro foi realizada a 8ª Assembleia Geral da Irena, que discutiu, principalmente, políticas públicas para a integração de energias renováveis e eletrificação da mobilidade.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, que representou o Brasil no evento, avaliou como positiva a adesão do país à agência.

“O Brasil é pioneiro em uma serie de políticas para inserção de energia renováveis que foram posteriormente referências para vários países. Sua participação na IRENA colocará o país na elite mundial da nova onda de discussões, exportando e importando o melhor do conhecimento sobre o tema”, afirmou.

 

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