Valor é superior aos R$ 660,4 milhões de Ebitda obtidos em 2016.

Dados divulgados pela Usiminas nesta sexta-feira (9) mostram que a companhia prossegue com a trajetória de recuperação, obtendo um Ebitda Ajustado Consolidado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) positivo de R$ 450 milhões no último trimestre do ano passado. No acumulado de 2017, o valor foi de R$ 2,2 bilhões, superior aos R$ 660,4 milhões de 2016.

Com o resultado do último trimestre de 2017, a Usiminas alcançou a margem de Ebitda Ajustado da ordem de 20,4% contra os 7,8% contabilizados no ano anterior. Com relação ao lucro líquido, a empresa atingiu R$ 315,1 milhões, ante ao prejuízo líquido de R$ 576,8 milhões em 2016.

Sobre o quarto trimestre, a companhia contabilizou uma receita líquida de R$ 3,1 bilhões, contra R$ 2,7 bi no trimestre anterior. O crescimento é devido ao maior volume de vendas nas unidades de siderurgia e mineração, com destaque para o aumento de 7,3% no volume de aço vendido e 287,3% nas vendas externas de minério de ferro.

Com relação à receita líquida, no acumulado de 2017 o número foi de R$ 10,7 bilhões, contra os R$ 8,5 bilhões registrados em 2016, 27% a mais, também em função do aumento nas vendas de aço e minério de ferro, bem como elevação dos preços médios ao longo do ano.

Produção

A produção de aço bruto apresentou queda no quarto trimestre em relação ao mesmo período anterior. Na usina de Ipatinga (MG) foram produzidas 747 mil toneladas. Já a produção de laminados totalizou 1,1 milhão de toneladas no quarto trimestre, sendo a maior dos últimos oito trimestres, e de 4 milhões no consolidado de 2017. O volume foi 11,8% superior à produção de laminados de 2016, de 3,6 milhões de toneladas.

Já as vendas somaram 1,1 milhão de toneladas no quarto trimestre, com crescimento de 7,3% em comparação com o trimestre anterior. No acumulado do ano, o volume de vendas chegou a 4 milhões de toneladas, contra os 3,7 milhões de toneladas registrados em 2016, uma alta de 10,2%.

Na opinião do presidente da Usiminas, Sergio Leite, 2017 foi o ano que a siderúrgica deu uma guinada no mercado. “Até então, sofríamos as consequências das duras crises no mercado do aço e na economia brasileira, que quase levaram a companhia a uma situação extremamente crítica. Para esse ano de 2018, vamos manter nossa estratégia focada sempre na busca de resultados sólidos e sustentáveis para a Usiminas”, salientou, em nota.

Acordo entre acionistas

De acordo com comunicado enviado pela siderúrgica, a empresa entrou numa nova fase a partir do anúncio feito ontem pela Ternium e Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation (NSSMC), que põe fim a litígios envolvendo os acionistas da empresa.

O acordo prevê novas regras para as relações entre os acionistas e membros do grupo de controle da Usiminas e novas medidas para resolver disputas legais pendentes em relação à companhia.

“Entre as medidas informadas no comunicado, ficou determinado que cada uma das partes terá o direito de nomear o Presidente do Conselho e o Diretor Presidente (CEO) da companhia, respectivamente, por dois mandatos consecutivos de dois anos (quatro anos consecutivos cada). Em uma demonstração de apoio e confiança na atual administração, os controladores pretendem eleger o atual presidente Sergio Leite para permanecer no cargo para o mandato de maio de 2018 a abril/maio de 2020”, informou a siderúrgica, no comunicado.

 

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