Na semana passada, quando Trump anunciou o decreto, empresas do setor siderúrgico brasileiro perderam 5,7% do valor.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) repudiou as sobretaxas importas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às importações de aço e alumínio. De acordo com a Gerência de Estudos Econômicos da instituição, a aplicação das novas tarifas é prejudicial à atividade de metalurgia e mineração devido ao cenário estadual e nacional.

De acordo com dados do Sistema Fiemg, em 2016 o setor contabilizou mais de 56,5 mil empregos em Minas Gerais, sendo 28% do total brasileiro, distribuídos entre 546 empresas no Estado.

No ano seguinte as exportações de produtos metalúrgicos, de Minas Gerais, foram de US$ 5,3 bilhões, desse total 12% foram para os Estados Unidos. No ano passado, o segmento gerou 1.217 empregos no Estado e 2.472 no país.

A organização ressalta que a medida americana ocorre em um momento de recuperação da metalurgia brasileira, após intensas quedas registradas na produção industrial entre 2014 e 2017.

Desde a semana passada, quando o presidente informou sobre a medida, as empresas do setor siderúrgico brasileiro, exceto as que têm planta nos EUA, perderam 5,7% de valor de mercado, o equivalente a R$ 3,5 bilhões.

“Sabemos que os efeitos da medida podem ter repercussões para outros setores além do metalúrgico brasileiro, agravadas pelo potencial de retaliações comerciais que venham a ser adotadas por outros países”, informou a Fiemg, por meio de nota.

Outra solução

A sobretaxa entra em vigor em 15 dias, a contar da data de assinatura (8/3). Durante esse período, as sociedades brasileiras podem atuar no sentindo de isenção de tarifas, tendo em vista que 80% das exportações da siderurgia do país para os EUA são de produtos semiacabados, que servem de insumos para as próprias empresas americanas.

Outro ponto é que o anúncio feito pelo presidente permite negociações com países que não apresentam superávit comercial com os Estados Unidos, como é o caso do Brasil, que entre 2009 e 2017, registrou déficit comercial de mais de US$ 46 bilhões.

 

*Sob supervisão de Sara Lira

 

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