Medidas entram em vigor quando sobretaxas norte-americanas começarem a valer também.

A China anunciou novas medidas tarifárias contra os Estados Unidos, após decisão do presidente Donald Trump adotar tarifas de US$ 50 bilhões em bens chineses, retaliando uma lista de taxas similares sobre importações norte-americanas como soja, aviões, carros, carne e produtos químicos. Na segunda-feira (2), o país asiático já havia anunciado algumas medidas de retaliação.

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, a disputa comercial entre os dois governos tem ganhado força cada vez mais rápido, uma vez que Pequim levou menos de 11 horas para responder a Washington as medidas que seriam adotadas. Esse cenário levou a uma forte liquidação nos mercados acionários e de commodities.

Em publicação no twitter, Trump negou que as medidas signifiquem uma guerra comercial entre as duas maiores potências econômicas do mundo. “Não estamos em uma guerra comercial com a China, essa guerra foi perdida há muitos anos pelas pessoas tolas, ou incompetentes, que representavam os EUA”, escreveu.

Segundo a Reuters, os bens fabricados nos EUA que enfrentam sobretaxas na China, aparentemente, incluem carros elétricos da Tesla, automóveis Lincoln da Ford, jatos Gulfstream fabricados pela General Dynamics e o uísque Jack Daniel’s da Brown-Forman Corp.

Por outro lado, a lista da China afeta produtos importantes de exportação dos EUA como soja, carne congelada, algodão e outras commodities agrícolas importantes produzidas em Estados do Iowa ao Texas.

A lista de Pequim de tarifas adicionais de 25% sobre bens dos EUA cobre 106 itens com um valor comercial que corresponde aos US$ 50 bilhões visados na lista de Washington, disseram à Reuters os ministérios do Comércio e de Finanças da China.

As tarifas ainda não entraram em vigor. A previsão é de que isso ocorra quando as dos EUA entrarem também.

Segundo a Reuters, as sobretaxas norte-americanas para a China pretendem forçar Pequim a lidar com o que Washington diz ser roubo de propriedade intelectual e transferência da força de tecnologia de empresas dos EUA para concorrentes chineses. No entanto, autoridades da China negam as acusações.

Com informações da Reuters.

 

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