Sedeme discute Ferrovia Paraense com russos e chineses

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Encontro com representantes da China Railways Corporation, na quarta-feira (4). Foto: Sedeme/ Divulgação.

Licenciamento ambiental para o projeto já está em andamento. Modal passará por 23 municípios em um trajeto com 1.312 quilômetros de extensão, passando desde Santana do Araguaia até Barcarena.

Duas reuniões importantes debateram o desenvolvimento da Ferrovia Paraense. Em uma delas, nesta quinta-feira (5), o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, e seu adjunto, Eduardo Leão se reuniram com representantes da empresa Russian Railways (RZD), para avaliação dos estudos que a RZD tem elaborado desde agosto de 2017, para o novo ramal.

De acordo com informações divulgadas pela Sedeme, o diretor-geral da empresa russa, Sergey Pavlov, informou que os engenheiros da companhia declararam o projeto viável, após análise detalhada.

Representantes da empresa russa RZD. Foto: Sedeme/ Divulgação.

O executivo também demonstrou o interesse de participar da licitação da ferrovia Norte-Sul, malha federal que interliga a Norte ao Sul do país e conecta outras malhas ao Porto de Santos. No entanto, ele ponderou que como a Ferrovia Paraense conecta com a Norte-Sul, a empresa acha estratégico ter a alternativa do Porto de Barcarena.

China

Na quarta-feira (4), a comitiva da Sedeme se reuniu com a China Railways Corporation (CREC 10), empresa que já tem um acordo firmado com o governo do Pará, para a construção da ferrovia.

O grupo asiático vem analisando, há quatro meses os estudos de engenharia, licenciamento ambiental, viabilidade técnica e econômica, e estruturação financeira do projeto da ferrovia. Na reunião, os chineses esclareceram dúvidas e alinharam demandas a respeito do assunto, para definir a possível participação da CREC na licitação da concessão.

O licenciamento ambiental do projeto já está em curso na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidades (Semas), bem como o processo de isenção de impostos na aquisição dos equipamentos e locomotivas, e as desapropriações no traçado do novo ramal.

Uma nova reunião deve ocorrer entre a RZD e a CREC, para analisar uma possível parceria entre os dois grupos no empreendimento.

“Nossa proposição de ferrovia atrai interesses de grandes grupos, e vem sendo avaliada para investimentos por duas das maiores empresas do setor ferroviário do planeta”, afirmou o secretário Adnan Demachki.

Ferrovia Paraense

A Ferrovia Paraense passará por 23 municípios em um trajeto com 1.312 quilômetros de extensão, passando desde Santana do Araguaia até Barcarena. O projeto daria o suporte necessário para regiões que ainda sofrem com a falta de logística apropriada para transportar ferro, bauxita, grãos, fertilizantes e combustíveis, entre outras cargas.

O modal ligaria à Ferrovia Norte-Sul, permitindo o acesso de produtores de minério e do agronegócio em todo o País à rota estratégica de exportação, pelo Porto de Vila do Conde, em Barcarena, que encurta a distância entre o Brasil e os principais destinos das exportações: os portos de Rotterdam, na Europa; de Xangai, na China, e de Miami e Los Angeles, nos Estados Unidos, normalmente acessados pelos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).

 

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