Empresa informou nesta quarta-feira (25) que ação pode não ocorrer devido a problemas ocorridos na Alunorte em fevereiro.

A Norsk Hydro informou que não alcançará sua meta de redução de custos neste ano e poderá enfrentar baixas contábeis, já que suas operações no Brasil operam com capacidade reduzida após transbordamento de rejeito ocorrido em fevereiro.

A empresa foi obrigada a reduzir em 50% a produção da Alunorte, maior refinaria de alumínio do mundo, no Pará, que consequentemente provocou cortes em sua planta de alumínio de Albras.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a menos que obtenha permissão no segundo trimestre para reiniciar a produção, a Hydro pode ter de fazer uma baixa contábil referente ao valor da Alunorte e de sua mina de bauxita de Paragominas. Além disso, ela enfrentaria o risco ter que realizar impairments (redução do valor recuperável de um ativo) na Albras e em outras fábricas.

Mesmo que a companhia obtenha permissão para reiniciar as linhas de produção fechadas na Alunorte, levaria cerca de três semanas para atingir a produção total, como disse a Hydro em entrevista à Reuters.

Devido a essa baixa na produção, a Hydro disse que não deve atingir as metas de seu programa de corte de custos neste ano, de 500 milhões de coroas norueguesas o que corresponde a US$ 63 milhões.

A Hydro relatou 3,15 bilhões de coroas norueguesas, equivalente a US$ 398 milhões, em lucros subjacentes de janeiro a março, antes de juros e impostos, um aumento de 38%.

*Sob supervisão de Sara Lira

 

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