Projeção de melhorias depende de negociações, como a que está em processo com o governo norte-americano, na tentativa de tirar o Brasil das sobretaxas impostas pelo presidente Donald Trump.

O Instituto Aço Brasil espera melhorias na indústria brasileira de aço ao longo de 2018. A previsão é de aumento nas vendas internas em 6,6%, totalizando volume de 18 milhões de toneladas. A produção deve aumentar 8,6% em relação a 2017 e as exportações devem crescer 10,7% neste ano em comparação com o ano anterior. O consumo aparente de aço também deve subir em 6,9%.

No entanto, a entidade pondera que a efetivação dessas previsões depende do resultado positivo das negociações com os Estados Unidos e com o acordo Mercosul – União Europeia, que prevê condições preferenciais de comércio entre blocos.

Segundo dados divulgados nesta terça pela entidade representativa do aço nacional, a indústria brasileira do aço continua dando sinais de recuperação, apresentando dados positivos no primeiro trimestre de 2018. As vendas internas foram de 4,4 milhões de tonelada de aço, uma alta de 11,4% na comparação com o mesmo período de 2017.

O consumo aparente foi de 5 milhões de toneladas, um crescimento de 9,6% em relação ao primeiro trimestre de 2017, em virtude do crescimento das vendas internas. Já a produção brasileira do aço foi de 8,6 milhões de toneladas, índice 4,9% superior ao mesmo período do ano passado.

No entanto, a entidade aponta que, apesar dos números positivos, a melhoria da atividade industrial nacional tem sido inferior ao esperado, índice insuficiente para que a indústria do aço se recupere da crise pela qual vem passando nos últimos anos.

“No curto prazo, devido à lenta recuperação da economia doméstica, a saída das empresas aqui instaladas para elevar a utilização da capacidade instalada – 69% na média do primeiro trimestre do ano – é a exportação”, informou, em nota. Porém, o cenário internacional ficou ainda mais conturbado depois de março, após decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar em 25% a importação de aço.

Segundo a associação, o país vem tentando negociar com o país norte-americano para conseguir isenção das novas taxas. “Porém, qualquer que seja o acordo firmado pelo EUA, o fechamento do mercado americano vai, no mínimo, levar a desvios de comércio, o que faz com que seja ainda mais importante que o Brasil tenha mecanismos ágeis e eficientes de defesa comercial”, completa o Instituto Aço Brasil.

 

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