Projeto localizado em Nazareno, Minas Gerais, pode produzir 90 mil toneladas do minério, que colocará a empresa como maior produtora de concentrado de lítio no país.

A AMG Mineração inaugurou na última terça-feira (15) seu novo projeto que prevê uma produção anual de 90 mil toneladas de concentrado de espodumênio. O mineral apresenta em sua composição química o lítio, usado na produção de baterias para eletrônicos e na fabricação de carros elétricos.

A Planta de Concentração de Espodumênio é a primeira etapa do Projeto Lítio da AMG no Brasil e tem o objetivo do aproveitamento do mineral encontrado no rejeito da produção de tântalo. “Essa é nossa diretriz, buscar alternativas viáveis para maximizar o nosso recurso mineral e, consequentemente, reduzir a geração de resíduos”, explica o presidente da AMG Mineração no Brasil, Fabiano Costa.

As pesquisas e desenvolvimento de uma rota de processamento mineral inovadora e capaz de recuperar o mineral de lítio do rejeito da produção do tântalo foram iniciados em 2010 e, ao todo cerca, de R$ 20 milhões foram aplicados.

“A diversificação do nosso portfólio garantirá uma operação altamente eficiente sob a perspectiva de custo e produtividade, o que contribuirá de forma determinante na sustentabilidade do nosso negócio aqui no Brasil”, informa Fabiano Costa.

A AMG destaca que todas as operações na planta são realizadas a partir de processos e procedimentos ambientalmente sustentáveis, como a recirculação da água e o reaproveitamento de resíduos.

A primeira fase do Projeto Lítio prevê um faturamento adicional de até R$ 350 milhões para a empresa e poderá aumentar a economia da região de Nazareno. “Com a planta, novos postos de trabalho foram gerados, as comunidades do entorno da unidade industrial contarão com mais possibilidades de desenvolvimento e, além disto, os municípios envolvidos e a União ampliarão a sua arrecadação”, acrescenta o executivo.

Duplicação da planta industrial

A AMG está desenvolvendo uma nova etapa no projeto que contempla a construção de uma segunda planta, que irá expandir a produção para 180 mil toneladas de concentrado a partir de 2020.

Essa expansão inclui a modernização da atual infraestrutura que elevará a capacidade produtiva da tântalo. Serão investidos cerca de R$ 500 milhões e prevê um faturamento adicional de R$ 450 milhões.

“Esse projeto, já em sua primeira fase, que é a implementação da primeira planta de concentração de espodumênio, coloca a empresa como a maior produtora de lítio do país. O mercado também ganhará com o nosso fortalecimento produtivo, já que o nosso objetivo é sermos uma empresa de lítio e tântalo que oferece produtos com custos mais competitivos”, afirma o presidente da AMG.

Além disso, a companhia está prevendo o desenvolvimento de uma planta química para produção de Carbonato e/ou Hidróxido de Lítio de forma a agregar valor ao seu produto, além de reduzir custos de logística.

 

*Sob supervisão de Sara Lira

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