Oriente Médio investe em setor petroquímico

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Uma das refinarias em operação na Arábia Saudita, no Oriente Médio. Foto: Picture-Alliance/ DPA.

Setor cresce mais rápido do que o consumo de combustíveis.

Os países do Oriente Médio, Abu Dhabi e Catar estão com planos de investimento no setor petroquímico. Em abril, a Saudi Arabian Oil Co., maior exportadora de petróleo no mundo, fez parceria com a Total para a construção de uma planta no reino, com investimentos de US$ 5 bilhões.

O setor petroquímico é um grande negócio no Golfo Pérsico, e os produtores de petróleo da região estão aumentando a capacidade doméstica e no exterior para garantir vendas em um negócio que, segundo estimativa da McKinsey and Co., impulsionará 70% do crescimento da demanda por petróleo até 2035.

Os produtores de petróleo podem ganhar US$ 15 por barril refinando sua produção e mais US$ 30 convertendo-a em petroquímicos, com o petróleo a US$ 65 por barril, como explicou o secretário-geral da Associação Química e Petroquímica do Golfo (GPCA), Abdulwahab Al Sadoun. Estes aspectos econômicos fazem com que uma expansão maior do setor seja prevista.

De acordo com a agência de notícias Bloomberg a demanda por petroquímicos está crescendo mais rápido do que o consumo dos combustíveis usados por carros, navios e aviões.

Em maio, a Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu sua previsão de 2018 para o crescimento da demanda global de petróleo para 1,5%, explicando que os preços mais altos em três anos estão freando o uso do petróleo.

Além disso, a crescente popularidade dos veículos elétricos está abalando a demanda por gasolina. A Exxon Mobil e a Royal Dutch Shell são algumas das grandes companhias de petróleo que estão dando prioridade aos petroquímicos como um negócio de crescimento alto.

O setor já contribui com cerca de US$ 100 bilhões por ano em vendas anuais para as economias combinadas do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), de seis países, segundo a GPCA. O grupo comercial com sede em Dubai tem mais de 250 membros que produzem petroquímicos em todo o Golfo Pérsico.

As empresas químicas não geram as mesmas margens de lucro que a produção de petróleo no CCG e estão competindo em um mercado lotado. Mesmo assim, a demanda por produtos petroquímicos está crescendo mais rapidamente do que a demanda por petróleo, e os países do Golfo pretendem diversificar suas economias para além da extração de petróleo bruto.

Com informações da Bloomberg

*Sob supervisão de Sara Lira

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