Ainda assim, greve dos caminhoneiros e sobretaxas impostas pelo governo norte-americano vão impactar o desempenho do ano.

As vendas internas de aço no primeiro semestre atingiram a marca de de 8,8 milhões de toneladas (Mt), o que equivale a 9,9% a mais do que no mesmo período do ano passado. Já o consumo aparente foi de 10,1 Mt (+ 9,3%), sustentado pelo crescimento das vendas internas, conforme dados do Instituto Aço Brasil (IaBR). A produção brasileira do aço foi de 17,2 Mt, (+2,9%). Os números foram divulgados na quarta-feira (26), durante apresentação do balanço semestral da indústria do aço no país.

Embora as vendas internas tenham apresentado resultados positivos, as exportações apresentaram queda de 5,7%, em um total de 6,9 Mt. Já as importações aumentaram 5,6%, totalizando 1,3 Mt.

De acordo com a entidade representativa, mesmo com resultados positivos, o setor sofreu impactos da greve dos caminhoneiros, realizada em maio, durante dez dias. O crescimento foi impactado tanto no mercado interno quanto para as exportações. “Cabe lembrar que as produtoras brasileiras de aço têm buscado a exportação para elevar a utilização da capacidade instalada – 68% na média do 1º semestre do ano”, salientou o Aço Brasil, por meio de nota.

A situação de exportação de aço no país foi ainda mais agravada após o presidente Donald Trump sobretaxar as importações de aço em 25% e, depois, negociar cotas de exportação para o aço de alguns países, incluindo o Brasil, no âmbito da Seção 232.

Estimativas

Mesmo com a situação atual, o Instituto Aço Brasil prevê aumento das vendas internas de aço em 5% em 2018, totalizando volume de 17,7 milhões de toneladas. A produção também deve crescer 4,3% em relação a 2017, enquanto as exportações devem cair 0,6%. Já o consumo aparente deve subir 4,9% em 2018

Segundo a entidade representativa do setor, os números foram revisados para baixo em relação às expectativas do início do ano, diante da não retomada do crescimento econômico como esperado.

“Cabe destacar que todos os países que alcançaram bom nível de desenvolvimento econômico e social, tiveram a indústria como mola propulsora do seu crescimento. No Brasil, vem ocorrendo exatamente o oposto: a indústria de transformação vem perdendo, de forma significativa, ao longo dos anos, participação no PIB. A indústria brasileira do aço espera que, estando a três meses das eleições para a Presidência da República, este seja um tema prioritário na agenda de todos os candidatos”, finalizou o IaBR, em nota.

 

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