Refinaria havia anunciado suspensão das atividades após a empresa constatar que a área de depósito de resíduos de bauxita 1 (DRS1) está próxima de atingir a capacidade máxima.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu à Hydro Alunorte a autorização para utilização da tecnologia filtro prensa, no processamento de resíduos de bauxita, o que estenderá a vida útil da área de disposição de resíduos de bauxita DRS1 e permitirá que a Alunorte continue suas operações de forma segura.

A notícia veio como um alento para a companhia, após o anúncio de suspensão das atividades no dia 3 de outubro. A decisão foi tomada após a empresa constatar que a área de depósito de resíduos de bauxita 1 (DRS1) está próxima de atingir a capacidade máxima, devido ao embargo que impede o uso do equipamento filtro prensa, no DRS2.

A decisão ocorreu na sexta-feira (5) e divulgada pela Hydro no sábado (6). Em nota, a empresa afirmou que a refinaria irá trabalhar em conjunto com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) para obter a autorização do uso da tecnologia.

Segundo a companhia, o filtro gera resíduos empilháveis com menos conteúdo de água do que o filtro de tambor. Depois de receber esse aval, a Alunorte poderá reiniciar a operação com 50% da capacidade.

“Estamos fazendo todos os esforços para retomar a operação, enquanto mantemos nosso diálogo com as autoridades para retomar a produção total”, disse o vice-presidente executivo da área de negócios de Bauxita e Alumina da Hydro, John Thuestad.

Ele acrescentou que a retomada de 50% da produção de Alunorte também irá permitir a operação da mina de bauxita de Paragominas e da fábrica de alumínio primário Albras. Elas também poderão operar com metade de capacidade, em vez de serem totalmente desligadas em consequência da desativação da Alunorte.

 

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