Além de fazer a limpeza do curso d’água, vegetação e matas ciliares também estão sendo recuperadas pela mineradora. 

A mineradora Anglo American pretende concluir, até junho, as últimas etapas do plano de ações compensatórias do ribeirão Santo Antônio do Grama, atingido pelos vazamentos do mineroduto, ocorrido em março de 2018, em Minas Gerais. Em maio do ano passado, a empresa concluiu a limpeza grossa do minério que havia ficado depositado no curso d’água, em seguida executou o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) com foco nas áreas diretamente afetadas pelo processo de limpeza. O objetivo foi recompor as áreas afetadas pelas ações emergenciais de contenção e remoção de minério.

A empresa também está executando outro PRAD, ao longo de oito quilômetros – além da área originalmente impactada. O objetivo é entregar o curso d’água e a vegetação em seu entorno em melhores condições do que estavam antes dos incidentes. São ações de plantio de matas ciliares e a recuperação de outras áreas impactadas por diversas atividades de uso e ocupação do solo na região ao longo do tempo. As ações de monitoramento e manutenção nas áreas dos dois PRADs continuarão a ser realizadas até 2020.

Segundo a empresa, desde 2018, quando a volta da operação do mineroduto foi autorizada, a companhia contou com o aval de diversos órgãos que puderam atestar a recuperação completa do córrego. Laudo técnico emitido pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) confirmou que a água do Ribeirão Santo Antônio do Grama se encontra em condições de consumo. Além disso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Minas Gerais (Semad) vistoriaram e aprovaram a conclusão dos trabalhos de limpeza.

A Anglo American informou ainda que, logo após o primeiro incidente, em 12 de março, iniciou as medidas de contenção e recuperação dos impactos dos vazamentos. Foram mais de 400 pessoas trabalhando simultaneamente na limpeza do ribeirão, retirando a polpa de minério das margens, além de caminhões de sucção a vácuo atuando no leito do curso d’água.

Abastecimento para a população

Após o primeiro rompimento, o município de Santo Antônio do Grama (MG) passou a contar com duas opções de captação de água devido à construção de uma nova adutora no ribeirão Salgado. Hoje, mesmo tendo declarado que a água do ribeirão é própria para captação, tratamento e distribuição, a Copasa opta por fazer a captação na nova adutora.

A população da cidade, que teve o fornecimento de água interrompido no dia 12 de março, passou a ser abastecida imediatamente com caminhões pipa e água mineral. Em paralelo, a empresa construiu, emergencialmente, uma adutora para captação em um curso d’água próximo. No dia 14 de março, parte da cidade já tinha água nas torneiras. No dia 15 de março, toda a cidade já era abastecida normalmente pela nova adutora.

 

Por Anglo American

 

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