Produção de aço bruto teve aumento em relação ao mês anterior e também em comparação a julho de 2019.

Em julho de 2020 a produção brasileira de aço bruto aumentou 21,2% e as vendas internas 9,1% na comparação com o mês de junho. O consumo aparente de aço cresceu 5,5% também frente ao mês anterior.

Em relação ao ano passado, em julho foi produzido de 2,6 milhões de toneladas de aço, um aumento de 3,5% frente ao apurado no mesmo mês de 2019. Já a produção de laminados foi de 1,6 milhão de toneladas, 13,9% inferior do que a registrada em julho de 2019. A produção de semiacabados para vendas foi de 775 mil toneladas, um aumento de 9,2% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2019*.

As vendas internas cresceram 8,3% frente a julho de 2019 e atingiram 1,7 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 1,8 milhão de toneladas, crescendo 4,4% comparado ao mesmo período de 2019.

As exportações de julho foram de 875 mil de toneladas, ou US$ 392 milhões, o que resultou em uma queda de 12,4% e 32,6%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2019.

Segundo o Instituto Aço Brasil, apesar da melhoria das condições do mercado interno, a utilização da capacidade instalada continua muito baixa, de 60,5%. As exportações, que poderiam ajudar a reduzir a elevada ociosidade no setor, caíram 18,6% em relação ao mês de junho, devido às condições adversas do mercado internacional, que tem hoje, um excesso de capacidade acima dos 400 milhões de toneladas, o que leva a uma escalada protecionista.

“O incremento das exportações tão necessárias à indústria do aço e a indústria de transformação como um todo, que também tem hoje elevada ociosidade, passa pela melhoria da competitividade, passa pela recomposição imediata, emergencial do Reintegra. Este, hoje em 0,1%, precisa ser elevado para 3%, o que permitiria o ressarcimento parcial dos resíduos tributários, até que a reforma tributária, em discussão no Congresso, seja aprovada e a cumulatividade dos impostos, presente no sistema atual, seja eliminada”, disse o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes.

As importações de julho de 2020 foram de 146 mil toneladas e US$ 168 milhões, o que representou uma redução de 27,7% em quantum e de 23,7% em valor na comparação com o registrado em julho de 2019.

Produção de aço bruto tem queda de 13,9% nos primeiros sete meses do ano

Já no balanço dos primeiros sete meses de 2020, a produção brasileira de aço bruto foi de 17,1 milhões de toneladas, o que significa uma queda de 13,9% frente ao mesmo período do ano anterior. A produção de laminados no mesmo período foi de 11,7 milhões de toneladas, queda de 13,0% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2019.

A produção de semiacabados para vendas totalizou 4,8 milhões de toneladas de janeiro a julho de 2020, uma retração de 9,3% na mesma base de comparação*.

As vendas internas foram de 10,0 milhões de toneladas de janeiro a julho de 2020, o que representa uma retração de 7,6% quando comparada com o apurado em igual período do ano anterior.

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 11,2 milhões de toneladas no acumulado até julho de 2020. Este resultado representa uma queda de 8,2% frente ao registrado no mesmo período de 2019.

As importações alcançaram 1,2 milhão de toneladas no acumulado até julho de 2020, uma queda de 18,5% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 1,3 bilhão e recuaram 16,0% no mesmo período de comparação.

As exportações atingiram 7,0 milhões de toneladas, ou US$ 3,5 bilhões, de janeiro a julho de 2020. Esses valores representam, respectivamente, queda de 8,7% e de 24,9% na comparação com o mesmo período de 2019.

*Devido a uma perda que ocorre durante o processo produtivo do aço, a soma da produção de laminados e semiacabados para vendas não equivale ao total da produção de aço bruto.

 

Por Assessoria de Imprensa Instituto Aço Brasil.

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