Pará busca apoio para logística no Estado

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Reunião sobre as obras do porto de Vila do Conde teve as presenças dos secretários de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, e de Transportes, Kléber Menezes, além do Senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA). Foto: Diogo Sulivan

Após anunciar início de processo para ampliação do porto de Vila do Conde, governo destaca ações para viabilizar a Ferrovia Paraense.

O Governo do Pará deu início ao processo para que o porto de Vila do Conde, em Barcarena, receba navios do tipo “Capesize”, com capacidade para até 220 mil toneladas de carga. Na terça, 4, a DTA Engenharia, empresa especializada na área de portos, entrou com um pedido de Processo de Manifestação Pública de Interesse, junto ao Ministério dos Transportes, para realizar estudos de dragagem dos canais do Quiriri e do Espadarte que dão acesso ao porto.

Conforme informado pelo governo do Pará, o pedido foi entregue ao ministro dos Transportes, Maurício Quintella, em reunião que teve ainda as presenças dos secretários de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, e de Transportes, Kléber Menezes, além do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

Agora, o Ministério dos Transportes deve analisar o pedido e, em caso de aprovação, autorizar os estudos para que outras empresas, além da DTA, apresentem projetos semelhantes. Após a os estudos, a empresa que vencer a licitação fará o trabalho de dragagem, ganhando o direito de explorar a navegação no canal.

Solicitação antiga

A ampliação do Porto significará maior capacidade de exportação de cargas, inclusive da área da mineração. A necessidade de ampliação para atendimento a padrões internacionais e melhor aproveitamento do porto é uma demanda histórica do Pará. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, “este é o início de um resgate histórico”. “No passado a sociedade paraense culpou os políticos paraenses por permitir que o minério da Vale fosse escoado pelo Maranhão, como se tivéssemos perdido para o Estado vizinho o nosso minério e parte do desenvolvimento. Mas foi uma decisão geográfica, pois o Porto de Itaqui no Maranhão tem até 24 metros de calado e recebe navios de minério em torno de 300 mil toneladas, enquanto que Vila do Conde tem somente 12,5 e recebe navios em torno de 70 mil toneladas”, esclareceu.

O secretário informou ainda que o governo trabalha para viabilizar uma PPP da Ferrovia Paraense, que levará até o Porto de Barcarena, e futuramente ao de Abaetetuba, dezenas de milhões de toneladas de carga ao ano. “Por isso precisamos também encontrar a solução portuária, ou seja, a dragagem do canal”, afirmou.

Atualmente, a profundidade máxima dos canais é de 14 metros, limitando o acesso a navios com até 70 mil toneladas.

Com a dragagem, segundo o governo, a profundidade do canal chegaria a até 20 metros, permitindo o acesso de navios de maior calado e capacidade de carga, atendendo a exigências de importadores europeus, chineses e americanos – principais parceiros comerciais do Brasil.

Segundo o ministro Maurício Quintella, “o porto de Vila do Conde precisa ser competitivo e atender a demandas internacionais, para que o Brasil apresente ao mundo outras opções portuárias viáveis que não sejam somente nos portos do sul e sudeste do país”.

Ferrovia Paraense

Para dar andamento ao projeto da ferrovia Paraense, Demachki reuniu-se com técnicos da área de transportes ferroviários do Ministério, quando foram apresentados detalhes sobre o projeto de uma ferrovia ligando Barcarena (Porto de vila do conde) a Santana do Araguaia, no extremo sul do Estado.

Conforme informado, foram apresentados sete pedidos de apoio técnico ao governo federal, fundamentais para o andamento do projeto. Entre eles, o de inclusão da ferrovia nas linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em outra frente, o secretário busca também apoio da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut), para que ela possa divulgar aos associados a nova alternativa logística do país, visando atrair carga para viabilizar o empreendimento.

Com informações da Agência Pará.