DNPM nega 12 pedidos de exploração no Acre

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Os indeferimentos foram publicados no Diário Oficial de Rondônia na terça-feira, 3.

O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) negou 12 pedidos para exploração de ouro no Vale do Juruá, localizado no Acre. Os pedidos requeriam uma área de 42 mil hectares, e foram feitos pela Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Pontes e Lacerda (Compel-MT).

A área interessada abrangeria os municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. O pedido de concessão de exploração na região entrou em conflito com interesses de empresários da cidade de Cruzeiro do Sul desde julho deste ano. O DNPM já havia suspendido as atividades de cinco olarias e seis areais na região. Os empresários locais informaram que 150 servidores seriam demitidos com a decisão.

O DNPM afirmou que as empresas que realizavam as atividades paralisadas no local extraíam recursos minerais (argila ou areia) sem autorização necessária e a área apta para exploração não era respeitada.

No mês de julho, a Compel-MT havia divulgado uma nota a respeito do pedido de concessão. A cooperativa prometia gerar dois mil empregos diretos e indiretos na região.

Na nota, a cooperativa negou que a suspensão de uma fiscalização do (DNPM) tivesse a ver com o pedido da concessão da área. Segundo a empresa, a suspensão e o pedido feito eram coisas diferentes.

O pedido de exploração, segundo a empresa, foi feito após a realização de uma pesquisa que mostrava potencial no Vale do Juruá. “Como não temos o interesse de prejudicar ninguém, principalmente quem já tem vultosos investimentos na exploração local, estamos absolutamente abertos a promover e auxiliar a regularização de todas as áreas de exploração, que não estavam devidamente regularizadas”, enfatizava a nota.