Venda do aço para o mercado interno e retomada da mineração contribuíram para o resultado.

A Usiminas encerrou o terceiro trimestre com um lucro líquido de R$ 75,9 milhões, conforme dados apresentados pela empresa nesta sexta-feira (27). A siderúrgica tem conseguido se reerguer após um período financeiro complicado. Segundo o relatório, o EBTIDA ajustado consolidado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização)  totalizou R$ 453 milhões. No acumulado de 2017, o EBTIDA  já chega a R$ 1,7 bilhão, contra R$ 426 milhões registrados no mesmo período de 2016.

De janeiro a setembro, o lucro chegou a R$ 360 milhões, dado que se destaca frente ao comparativo com o mesmo período do ano anterior, quando a empresa teve um prejuízo líquido de R$ 382 milhões.

Entre os fatores que contribuíram para os resultados positivos estão o aumento de 5%, em relação ao trimestre anterior, nas vendas do aço, principalmente para o mercado interno.

No total, incluindo as exportações, foram 1,016 milhão de toneladas comercializadas nos três meses analisados, contra 990 mil toneladas no segundo trimestre, um incremento de 3%. Já a receita líquida passou de R$ 2,6 bilhões para R$ 2,7 bilhões.

Além disso, outros fatores também foram destaques para o resultado positivo da empresa, como a retomada da exportação de minério de ferro e o aumento de vendas para a Usina de Ipatinga, a siderurgia e a transformação do aço.

“Desde o segundo trimestre de 2016, quando registramos um EBTIDA Ajustado Consolidado (nos 12 meses anteriores) negativo de R$ 196 milhões, estamos numa curva ascendente. É o reflexo da nova etapa da empresa, com metas de gestão estabelecidas, voltadas, principalmente, para a geração de resultados e a busca pela excelência no atendimento aos clientes e pela melhoria do clima organizacional, entre outros fatores”, destacou o presidente da Usiminas, Sergio Leite.

No que se refere aos investimentos, o CAPEX da empresa totalizou R$ 51,7 milhões, 51,6% superior ao registrado nos três meses anteriores, sendo 82% na Unidade de Siderurgia, 10% na Unidade de Mineração, 7% na Unidade de Transformação do Aço e 1% na Unidade de Bens de Capital.

Já o endividamento da empresa reduziu no trimestre. Segundo o relatório, em 30 de setembro a dívida bruta era de R$ 6,9 bilhões, uma redução de R$ 89,3 milhões em relação à de 30 de junho, quando encerrou-se o relatório do segundo semestre. No terceiro trimestre, houve desvalorização do dólar frente ao real de 4,2%, que impactou positivamente a parcela da dívida em moeda estrangeira, que correspondia a 25% da dívida total nesta data.

Unidades de negócio

Na mineração, a Usiminas registrou um volume de produção de 1,1 milhão de toneladas de minério de ferro, 53% a mais que o segundo trimestre. O volume de vendas foi de 904 mil toneladas, um aumento de 44% em relação ao mês anterior principalmente em função da exportação de 175 mil toneladas e de maior venda para Usina de Ipatinga, em 13%. A receita líquida foi de R$ 121,4 milhões, 36,2% do que o trimestre anterior (R$ 89,1 milhões).

Na Soluções Usiminas, área com atuação nos mercados de distribuição, serviços e tubos de pequeno diâmetro, a receita líquida no trimestre passado atingiu R$ 673,3 milhões, 14,2% superior àquela registrada no segundo trimestre do ano.

Na área de bens de capital, a Usiminas Mecânica apresentou uma receita líquida de R$ 73,8 milhões, contra R$ 80,4 milhões no segundo trimestre, redução de 8,3%, reflexo da estagnação do mercado de óleo, gás e infraestrutura. O lucro bruto atingiu a marca de R$ 7,3 milhões no terceiro trimestre, contra R$ 5,3 milhões no segundo trimestre, 37,7% maior que o do segundo trimestre, em função de melhores margens apuradas nos projetos do segmento de equipamentos.

 

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