País dependente do carvão tem o objetivo de diminuir a poluição e aposta no setor de energia limpa.

O setor de energia solar da Polônia pode ter um crescimento rápido, devido ao país adotar a energia limpa para cumprir os padrões de emissões da União Europeia e ajudar a eliminar a poluição atmosférica.

De acordo com a agência de notícias Bloomberg, o país está distanciando sua política energética do carvão em um momento em que as preocupações ambientais, incluindo a poluição que cobre suas maiores cidades, se transformam em temas políticos. Após reduzir inicialmente os subsídios à energia verde, o governo em Varsóvia, que assumiu há dois anos e meio, mudou de postura para cumprir as metas do bloco para as energias renováveis.

A ação ocorreu após uma onda de calor atingir o país, em 2015, forçando as produtoras de energia dependentes do carvão a reduzirem a oferta de eletricidade para usuários industriais.

A Sun Investment Group, da Lituânia, está entre as investidoras que apostam que o retorno da Polônia à energia limpa é de longo prazo. A empresa planeja investir cerca de 40 milhões de euros, ou US$ 47 milhões em 42 megawatts dos projetos que adquiriu no início do ano e atingir pelo menos 250 megawatts até o fim de 2020, como informou o diretor-gerente, Deividas Varabauskas.

“A Polônia é o último país de tamanho considerável da UE no qual o mercado de energia solar ainda está em sua infância. Atualmente, há uma corrida do ouro. Todos querem subir no trem polonês”, disse ele em entrevista.

Perspectiva positiva

Já o grupo do setor de energia renovável, Instytut Energetyki Odnawialnej, projeta que a capacidade solar da Polônia subirá para 1,2 gigawatt em 2020, contra apenas 108 megawatts no fim de 2017.

A Sun Investment, juntamente com a E-Energija e com a espanhola I+D Energías, comprou 43 projetos com capacidade total de 42 megawatts, enquanto outra empresa lituana, a Modus Energy, planeja investir mais de 50 milhões de euros para construir cerca de 50 megawatts em projetos fotovoltaicos.

A Polônia concedeu subsídios para mais de 300 megawatts no leilão do ano passado. O país abrirá licitação para outros 750 megawatts em 2018, dos quais apenas 400 megawatts em capacidade adicional serão construídos, porque esse mercado fragmentado não tem projetos qualificados, como explica a Sun Investment.

A empresa destacou que mesmo se o país tivesse o potencial de absorver 1 gigawatt de energia solar por ano, é possível que isso não se concretize, principalmente devido à pouca experiência dos bancos em avaliar projetos fotovoltaicos e à burocracia.

Com informações da Bloomberg

*Sob supervisão de Sara Lira

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