Minério de ferro cai 4,1% na China, e registra menor preço em 11 meses

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Foto: Divulgação Web.

Com a desvalorização desta quarta-feira (15/09), a commodity acumula perdas de 24,1% em setembro.

Os preços do minério de ferro seguem em queda livre nos mercados à vista e futuro, pressionados pela menor produção de aço na China, que em agosto caiu ao menor nível desde abril de 2020, e receios de nova rodada de restrições à operação de usinas siderúrgicas.

Além dos esforços da China para cumprir metas de redução das emissões de carbono, ressalta a S&P Global Platts, o desaquecimento da economia chinesa e o risco de insolvência da Evergrande, segunda maior incorporadora do país asiático, agravam a pressão sobre os preços da commodity.

No porto de Qingdao, o minério com teor de 62% de ferro encerrou esta quarta-feira com baixa de 4,13%, chegando a US$ 116,65 por tonelada, conforme a publicação especializada Fastmarkets MB. Esse é o menor preço à vista, usado como referência no mercado transoceânico, em quase 11 meses. Com a desvalorização de hoje, a principal matéria-prima do aço acumula perdas de 24,1% em setembro. No ano, a baixa é de 27,3%.

Os contratos futuros do minério de ferro mais negociados na Bolsa de Commodity de Dalian, para entrega em janeiro, chegaram a cair 4,3%, para 683 yuanes (US$ 106,02) por tonelada, o menor valor desde 9 de dezembro de 2020. O contrato fechou em queda de 2,9%, para 693 yuanes (US$ 107,57).

Os preços do minério de ferro spot com 62% de teor de ferro para entrega na China caíram US$ 2, para US$ 125 a tonelada, de acordo com a consultoria SteelHome.

Segundo a consultoria Mysteel, a produção diária de aço bruto na China recuou pelo quarto mês seguido em agosto, ao menor nível desde abril do ano passado — a baixa foi de 4,1% na comparação mensal, para 2,69 milhões de toneladas, com base em dados do Departamento Nacional de Estatísticas.

Em agosto, segue a Mysteel, a produção chinesa de aço bruto ficou em 83,2 milhões de toneladas, 13,2% abaixo do volume registrado um ano antes.

Na avaliação da S&P Global Platts Analytics, a produção de aço na China em 2021 deve crescer entre 1% e 2%, portanto muito perto do objetivo de manter os níveis vistos no ano passado. “Essa é uma grande conquista, considerando que o crescimento acumulado é de 16% até meados deste ano”, indica a consultoria.

“Mas não são apenas os esforços governamentais que afetam a produção. A economia chinesa avança em ritmo lento e a demanda por aço na indústria e na construção civil está fraca. Os problemas enfrentados pela Evergrande irão agravar a pressão, já que a empresa é um grande player na construção imobiliária”, acrescenta a S&P Global Platts.

 

Fonte: Valor e Reuters.

 

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