Com uma trajetória que se entrelaça com a do município de Itatiaiuçu, a Mina Serra Azul completa 55 anos de atividade em julho.
A história da mina, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, é marcada pela perenidade do negócio, inovação e relacionamento transparente com as comunidades.
No próximo ano, a unidade iniciará uma nova etapa, com a operação da nova planta de produção de pellet feed, um minério de alta qualidade que integrará a planta à rede global de produção de aço da ArcelorMittal, com fornecimento contratado para usinas do grupo localizadas no México.
A unidade processará o chamado itabirito compacto, material que até então não era aproveitado. Para isso, uma nova planta de beneficiamento e concentração de minério está sendo instalada, já em fase final de construção, e toda a configuração da mina foi modificada.
O vice-presidente de energias renováveis, bioflorestas e mineração Brasil da ArcelorMittal Aços Longos, Wagner Barbosa, ressaltou que a marca histórica alcançada pela mina renova o compromisso da empresa de atender demandas atuais e futuras da sociedade.
“São diversos avanços operacionais, tecnológicos e ambientais alcançados ao longo das décadas. A planta minerária está estrategicamente localizada, o que facilita o escoamento da nossa produção para o mercado interno e externo”, afirmou.
Expansão e futuro da mina
O projeto de expansão e modernização da mina, iniciado em 2021, conta com investimento de R$ 1,8 bilhão. O processamento das reservas de itabirito compacto ampliará a vida útil da mina em 33 anos, até 2056, e triplicará a atual capacidade de produção, dos atuais 1,5 milhão de toneladas para 4,5 milhões de toneladas por ano.
A previsão é de que a mina alcance o novo patamar produtivo já no próximo ano. O número de empregados na unidade subirá das atuais 495 pessoas (sendo 22% mulheres) para cerca de 700 pessoas. A promoção da diversidade de gênero e etnia é um dos pilares da política de novas contratações.
O investimento se justifica porque a atual planta de beneficiamento de minério foi planejada para processar somente o chamado itabirito friável – um material mais fácil de ser processado, mas que se esgotará em breve.
Por isso a necessidade da transição para a nova planta, com equipamentos capazes de processar itabirito compacto e abastecer as plantas de pelotização da empresa no México.
Sustentabilidade e ação social
Para além da importância estratégica na rede global de negócios da ArcelorMittal, a Mina de Serra Azul mantém também compromissos com as comunidades, a segurança e o meio ambiente.
A unidade acaba de completar cinco milhões de horas trabalhadas sem acidentes com afastamento, se destacando por ser uma operação que nunca registrou acidente fatal.
Além de contar com várias certificações ISO, a mina é caracterizada por sua “pegada sustentável”, reduzindo o impacto das operações no meio ambiente.
A recirculação de água já alcançou os 89%, índice bastante positivo no segmento de mineração. A proteção da biodiversidade e dos ecossistemas de cerrado e mata atlântica no entorno da mina é outra frente de foco e atuação. O trabalho realizado pela planta tem sido reconhecido pelas principais entidades estaduais ligadas ao meio ambiente e entidades certificadoras.
Por meio da atuação da Fundação ArcelorMittal, a empresa leva às comunidades de Itatiaiuçu e região ações e programas nas áreas de cultura, esporte e educação.
A gerente de relacionamento com comunidades da ArcelorMittal, Fabiana Lopes, destacou que os projetos nos eixos de cultura, educação e esporte são responsáveis por transformar a vida de crianças e jovens.
“Os resultados que alcançamos em Mateus Leme e Itatiaiuçu mostram a importância dessas iniciativas na vida das pessoas. No último ano, investimos mais de R$ 272 mil nas duas cidades, mais de 3 mil pessoas estiveram presentes nos espetáculos gratuitos e Itatiaiuçu recebeu, ainda, o Cine Autorama – um projeto de cinema drive-in itinerante”, pontuou.