A Anglo American produziu 15,4 milhões de toneladas de minério de ferro premium no segundo trimestre de 2026 (2T26), volume 1% superior ao registrado no 1T26. Na comparação anual, houve redução de 3%, reflexo de uma parada programada para manutenção nas operações da Kumba, na África do Sul, e da menor recuperação de massa e do teor do minério no Minas-Rio. Ainda assim, a companhia destacou que ambas as operações mantiveram desempenho operacional estável.

O Sistema Minas-Rio, em Minas Gerais, produziu 6,54 milhões de toneladas, queda de 2% em relação ao 2T25 e alta de 3% na comparação com o 1T26. Segundo a mineradora, a operação brasileira manteve desempenho consistente e ajudou a sustentar a produção de minério de ferro premium da companhia, consolidando sua importância na estratégia global da mineradora e contribuindo para a manutenção das projeções de produção para o ano.

Para 2026, a empresa manteve a previsão de produzir entre 24 milhões e 26 milhões de toneladas no Minas-Rio e entre 55 milhões e 59 milhões de toneladas considerando a metal global de minério de ferro premium.

Além do minério de ferro, o relatório operacional mostra estabilidade na produção de cobre, que totalizou 173,2 mil toneladas no 2T26, praticamente em linha com o mesmo período do ano passado e 2% acima do 1T26. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da produção em Los Bronces, no Chile, parcialmente compensado pelo processamento de estoques de menor teor em Collahuasi e pelas menores concentrações previstas em Quellaveco, no Peru. A empresa manteve sua projeção anual de produção entre 700 mil e 760 mil toneladas e reduziu a estimativa de custos operacionais para suas operações de cobre no Chile e no Peru.

Outro destaque positivo foi o manganês, cuja produção atingiu 908,3 mil toneladas, crescimento de 22% em relação ao 2T25 e de 20% frente aos três primeiros meses deste ano. O resultado reflete a normalização das operações na Austrália após os impactos provocados por um ciclone tropical no ano passado.

Entre os negócios que estão em processo de desinvestimento pela companhia, a produção de níquel permaneceu praticamente estável em 9,1 mil toneladas, enquanto a divisão de diamantes De Beers registrou produção de 7,8 milhões de quilates, avanço de 88% sobre o 2T25 e de 9% em relação ao 1T26. Apesar da recuperação operacional, o mercado de diamantes continua pressionado pela demanda global enfraquecida, especialmente na China, o que mantém o segmento sob forte desafio comercial.

Segundo o CEO global da Anglo American, Duncan Wanblad, os resultados demonstram que as operações de cobre e de minério de ferro premium seguem em linha com o planejamento da companhia. Ele destacou que tanto o Minas-Rio quanto a Kumba mantiveram desempenho operacional consistente, enquanto a empresa continua focada na otimização do portfólio, priorizando ativos de maior rentabilidade e competitividade.

 

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