Brasil aumenta exportações para Oriente Médio

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Navio da Vale no porto de Sohar no país Omã - Foto: Hebert Fernandes / Agência Vale.

Em comparativo, exportação de minério de ferro e concentrados à região cresceu mais de 100% no semestre.

A Câmara de Comércio Árabe Brasileira divulgou, por meio da Agência de Notícias Brasil-Árabe (Anba), resultados da exportação de minério de ferro e seus concentrados do Brasil para o Oriente Médio no primeiro semestre de 2017. No total, as exportações somaram US$ 564,3 milhões, valor que aponta uma alta de 133% em relação ao mesmo período de 2016.

O país Omã, localizado na costa sudeste da Península Arábica, foi o local que mais recebeu minério brasileiro. A exportação para lá resultou em US$ 267,5 milhões, valor influenciado pela presença da Vale no país, com uma usina de pelotização de minério de ferro, um terminal marítimo e armazéns.

O segundo país do Oriente Médio a importar mais minérios do Brasil no semestre foi Bahrein, com um total de US$ 129,5 milhões. Já o Egito ocupou o terceiro lugar, com o valor de US$ 87,5 milhões. Os Emirados Árabes Unidos, que no primeiro semestre de 2016 não importaram nenhum mineral brasileiro, vêm em quarto lugar com US$ 46,8 milhões. A Líbia ocupou o quinto lugar, importando US$ 33 milhões em minério brasileiro.

Em nível mundial, nos primeiros seis meses de 2017, o Brasil exportou o valor de US$ 22,6 bilhões em minerais diversos, e importou US$ 11,1 bilhões.

De acordo com dados do Ministério de Minas e Energia (MME), a receita total do segmento de mineração no país foi de US$ 12,3 bilhões no semestre, o que mostra uma alta de 64% em relação ao mesmo período de 2016. Dessa receita, o minério de ferro teve participação de 82%, incluindo exportação e importação.

Ao longo do período, as importações brasileiras de minerais somaram US$ 3,9 bilhões, representando alta de 53% em relação ao primeiro semestre de 2016. Segundo o MME, os minerais mais importados pela indústria nacional foram carvão e potássio.

Os valores são de dados divulgados semanalmente pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que foram interpretados e analisados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira.