Apesar dos bons resultados das minas Turmalina e Pilar, companhia reduziu expectativas de produção para se adequar ao mercado estagnado.

A mineradora canadense Jaguar divulgou, no último dia 17, os resultados da produção do primeiro semestre de 2017 das minas Turmalina e Pilar, ambas localizadas em Minas Gerais. O desempenho total da produção de ouro ficou em 42.061 onças no período. Analisando apenas o desempenho do segundo trimestre, a produção foi de 19.749 onças.

De acordo com a empresa, a intenção para 2017 é aumentar a produção de ouro, mas se adequando ao mercado atual, que ainda não apresenta melhoras significativas. Por isso, apesar dos bons resultados das duas minas, companhia reduziu suas expectativas de produção para 95.000 – 105.000 onças, em comparação com a faixa previamente anunciada de 100.000 a 110.000 onças. O objetivo é tentar ajustar a meta às condições financeiras apresentadas ao longo do primeiro semestre.

A administração acredita que a melhora apresentada nos resultados do primeiro semestre deve durar, e espera-se que a produção supere o nível de 2016.

O presidente e diretor executivo da Jaguar, Rodney Lamond, atribui os bons resultados especialmente à mina de Turmalina: “O desempenho operacional consolidado durante o primeiro semestre, incluiu uma melhoria constante da mina Turmalina. A Turmalina melhorou durante o período e terminou o 2º trimestre com produção significativamente maior em junho, em relação a abril, após a decisão de deixar o Nível 9 e começar o desenvolvimento e mineração do Nível 10. Como esperado, a mineração do Nível 10 foi muito boa”.

Avanços em pesquisas

Ainda conforme relatório da companhia, os programas de exploração de crescimento avançaram durante o trimestre com a conclusão da perfuração profunda nos projetos de Pilar e Turmalina. Na mina Pilar, a perfuração está direcionada aos Níveis 11-16, até 350 m abaixo do desenvolvimento atual, e 250 m verticais abaixo dos atuais Recursos Inferidos – parte do mineral que apresenta menor qualidade e que ainda será avaliada em relação à viabilidade. Na Turmalina, a perfuração está direcionada aos Níveis 12-16, até 420 m abaixo do desenvolvimento atual, e 300 m verticais abaixo dos Recursos Inferidos. Os resultados da broca devem ser adicionados às atuais reservas e recursos minerais.

“Avançando para o segundo semestre de 2017, estamos comprometidos com melhorias de desempenho e redução de custos. Continuaremos o desenvolvimento do Nível 10 e trabalharemos nas ocorrências de minério de maior grau em Turmalina. Nossos Programas de Exploração de Crescimento continuam a avançar tanto em Pilar, quanto em Turmalina, e esperamos entregar os resultados de perfuração desses programas no segundo semestre do ano”, completou Lamond.

 

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