CSN Cimentos, InterCement e CBA preparam IPO na Bolsa de Valores

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Foto: Divulgação Web.

Empresas preparam abertura de capital na Bolsa de São Paulo para investimentos, aquisições e pagamento de dívidas.

CSN Cimentos – em busca de capital para aquisições

A CSN Cimentos será a segunda subsidiária da CSN, do empresário Benjamin Steinbruch, a abrir capital este ano (a primeira foi a CSN Mineração), ajudando sua controladora a reduzir sua dívida. A unidade de cimentos deverá ter um IPO de cerca de R$ 2,5 bilhões, e sua estreia na bolsa deve ocorrer na segunda semana de julho.

No prospecto da oferta, a companhia aponta uma carteira ativa de 8.111 clientes em aproximadamente 860 cidades no Brasil e que sua venda no ano passado somou 4 milhões de toneladas de cimento. Nas primeiras interações com investidores, segundo fontes que participaram das conversas, o tema crescimento via aquisições esteve bastante presente.

InterCement – recursos para pagamento de dívidas

Na busca por uma abertura de capital, a CSN Cimentos não é a única do setor. A InterCement busca um IPO de R$ 4 bilhões, também com previsão de ocorrer na segunda semana de julho, conforme fontes.

A oferta será secundária (quando o dinheiro não vai para a empresa, mas para os sócios), com seu controlador InterCement Participações, do grupo Mover (ex-Camargo Corrêa), vendendo uma fatia para pagar dívidas que foram feitas para a expansão da unidade.

Além do Brasil, a empresa tem unidades em Moçambique, Egito, África do Sul e Argentina. Globalmente, possui uma capacidade produtiva de 37 milhões de toneladas de cimento por ano em suas 33 unidades.

CBA – recursos para investimentos

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), empresa do grupo Votorantim, é outra relevante candidata a abrir o capital na atual janela de ofertas. O IPO deverá movimentar R$ 2 bilhões e está programado para a terceira semana de julho, segundo fontes.

Além da venda de ações por parte do Votorantim, a emissão colocará também recursos no caixa da empresa, que prevê utilizá-lo para crescimento, tanto com investimentos orgânicos quanto por meio de aquisições.

Em 2020, a companhia teve uma receita líquida de R$ 5,4 bilhões, com um volume de vendas de 408 mil toneladas de alumínio. O grupo tem operações espalhadas em sete Estados brasileiros.

 

Com informações do Estadão Conteúdo.

 

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