No evento será discutido um plano de trabalho focado na prevenção e em ações prioritárias para mitigar os impactos das mudanças climáticas.

A Bamin participa, de 26 a 29 de junho, em Porto Seguro, na Bahia, do I Ecoba – Encontro dos Comitês Baianos de Bacias Hidrográficas. O evento é organizado pelo Fórum dos Comitês Baianos de Bacias Hidrográficas – FBCBH, e recebe contribuições de representantes dos 14 comitês de bacias do estado. Trata-se de uma etapa preparatória para o XXIV Encontro Nacional dos Comitês de Bacias, a ser realizado de 22 a 26 de agosto, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

O I Ecoba vai elaborar um plano de trabalho focado em definir ações prioritárias, em discutir as consequências das mudanças climáticas e formas de prevenção dos impactos, como as fortes chuvas no sul do estado no início deste ano. Dentre outros temas, será discutida também a recente crise hídrica, com a preocupação de garantir água em quantidade e qualidade para todos.

“Como a maioria dos estados do Nordeste, a Bahia tem diversos desafios relacionados ao uso da água. A participação da Bamin no Ecoba é de extrema importância por se tratar de um fórum criado para se discutir ações que visem melhorar a gestão dos recursos hídricos na Bahia”, disse Eduardo Ledsham, CEO da Bamin.

O encontro ganha ainda maior importância por se tratar de um evento de caráter técnico focado em capacitação e organização, atualizando e preparando os profissionais que atuam no setor, com ganhos para toda a sociedade no que diz respeito ao manejo ambiental.

Participam do evento membros e representantes dos 14 comitês de bacias hidrográficas do estado, representantes do poder público, usuários dos recursos hídricos, convidados e interessados da sociedade civil.

A Bamin participará de um painel, na abertura, dia 27, quando apresentará os projetos de logística integrada da empresa, Ferrovia de Integração Oeste Leste – Fiol Trecho 1 (de Caetité a Ilhéus), Porto Sul (Ilhéus) e Mina Pedra de Ferro (Caetité).

Estarão presentes pela Bamin, a Diretora de ESG, Rosane Santos; o Diretor de Projetos e Implantação, Alberto Vieira; Gerente Geral de Meio Ambiente e Relacionamento com a Comunidade do Porto Sul, Caroline Azevedo; e o Gerente Geral de Meio Ambiente e Relacionamento com a Comunidade da Mina Pedra de Ferro e da Fiol 1, Marcelo Dultra.

Na abertura dos debates, no primeiro dia, a Diretora da Bamin, Rosane Santos, fala sobre o tema “ESG na Bamin: O Futuro que Queremos”. Das 11h às 12h30, o Diretor de Projetos e Implantação, Alberto Vieira, abordará o tema “A Segurança das Barragens de Água e Rejeitos na Bahia – O Case Bamin no Sistema de Disposição de Rejeitos”.

O projeto da Bamin

Responsável por um dos maiores projetos de infraestrutura no país, a Bamin, empresa do grupo Eurasian Resources Group (ERG), está construindo um novo corredor logístico de integração Oeste-Leste e de exportação para o Brasil.

Os investimentos do grupo no país incluem a Mina Pedra de Ferro, em Caetité, na Bahia, e os projetos de logística integrada: Porto Sul, em Ilhéus, e o Trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste – Fiol, que ligará Caetité a Ilhéus.

Segundo a empresa, os empreendimentos estão com as licenças ambientais renovadas e cumprem a todos os requisitos e procedimentos dos Planos Básicos Ambientais – PBAs.

Mina Pedra de Ferro

Em janeiro do ano passado, a Mina Pedra de Ferro começou suas operações em Caetité, na Bahia, produzindo 1 milhão de toneladas de minério de ferro durante o primeiro ano. A maior parte foi exportada para a Europa e a Ásia.

“Além de estar em uma região com enorme potencial produtivo de minério de ferro, há ainda uma vantagem adicional: a qualidade do minério de ferro da Bamin, que possui 65% de teor de ferro, o classifica na categoria premium”, destaca a mineradora.

Ainda de acordo com a empresa, o minério de ferro extraído e beneficiado pela Bamin permite a redução das emissões de CO2 na siderurgia, pois reduz o consumo de energia de carvão. Além disso, o processo de beneficiamento dessa matéria-prima na indústria não requer água e não consome muita energia, o que gera ganhos em termos de sustentabilidade.

Quando o Porto Sul e o Trecho 1 da Fiol forem concluídos, até 2026, a Bamin terá capacidade para produzir até 26 milhões de toneladas por ano na Mina Pedra de Ferro, tornando a Bahia o terceiro maior produtor nacional de minério de ferro.

Programas Socioambientais

No projeto Pedra de Ferro, a Bamin mantém 35 programas e subprogramas socioambientais do Plano Básico Ambiental – PBA aprovado pelo Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – Estado da Bahia), responsável pelos licenciamentos ambientais, abrangendo 113 comunidades no entorno.

“A proteção ao meio ambiente é uma das prioridades em todos os nossos projetos. A Bamin atende a todas as exigências de licenciamento ambiental, dos órgãos responsáveis pelas licenças do Porto Sul, da Mina Pedra de Ferro e da Ferrovia de Integração Oeste Leste – Fiol Trecho 1. Todos os nossos projetos foram apresentados e debatidos em audiências públicas e reuniões com as comunidades onde estão inseridos, afirma Eduardo Ledsham, CEO da Bamin.

Capacitação profissional

Para incentivar a formação profissional em cursos técnicos de Mineração e Meio Ambiente, a Bamin fará um investimento de R$ 4 milhões na implantação de dois laboratórios na região de Caetité.

A mineradora comprará equipamentos e fará a readequação das estruturas físicas, além da capacitação técnica da equipe e a transferência de conhecimento. Estudantes poderão observar como as técnicas são aplicadas na Mina Pedra de Ferro, além de se capacitarem nas profissões relacionadas à mineração.

Resultado de uma parceria com o Governo do Estado, os laboratórios irão funcionar no Centro Territorial de Educação Profissional do Sertão Produtivo (Cetep). A iniciativa beneficiará todos os municípios da região Sudoeste da Bahia.

Capacidade da ferrovia

O contrato da concessão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste – Fiol Trecho 1 foi assinado em setembro do ano passado entre a Bamin e o Ministério da Infraestrutura – MInfra. Para concluir a ferrovia, o investimento da mineradora será de R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,6 bilhão em obras civis e R$ 1,7 bilhão em material rodante, como vagões e locomotivas. A subconcessão tem a duração de 35 anos, sendo cinco para construção e 30 anos para operação.

A Fiol terá capacidade para movimentar 60 milhões de toneladas por ano, com a Bamin utilizando 40% desse potencial, sendo que 60% dessa capacidade estarão disponíveis para o agronegócio e outras mineradoras, e todos os demais setores que precisarem escoar seus produtos e receber insumos, máquinas e implementos agrícolas.

Quando estiverem concluídos, em 2026, a Fiol e o Porto Sul irão viabilizar o novo corredor de integração e exportação Oeste-Leste. Terminal de águas profundas, o Porto Sul poderá receber navios com capacidade de até 220 mil toneladas e é projetado para movimentar até 42 milhões de toneladas anuais. A Bamin utilizará 60% da capacidade operacional, disponibilizando 40% excedente para outras cargas, como do agronegócio e de outras mineradoras.

A Fiol foi planejada em três etapas. A Bamin arrematou em leilão o Trecho 1, com 537 km. Os Trechos 2 e 3 estão sob administração do Governo Federal. A Fiol completa terá um total de 1.527 km, chegando ao Tocantins, onde poderá ser conectada à Ferrovia Norte-Sul. O projeto do Trecho 2 vai de Caetité a Barreiras, com 485 km, e o Trecho 3 vai até o município de Figueirópolis, com 505 km (TO).

Sustentabilidade

Desde o ano passado, o Porto Sul vem avançando nas obras de acesso. Em setembro, foi inaugurada a ponte sobre o Rio Almada, que conecta a rodovia BA-001 à futura área industrial do porto.

O Porto Sul ocupa apenas 1% da APA – Área de Proteção Ambiental. O projeto de reflorestamento contempla 313 hectares de Áreas de Proteção Permanente (APP), priorizando a utilização de espécies nativas cultivadas e propagadas em viveiros próprios. Como compensação, foi criado o Parque Estadual Ponta da Tulha, com 1.703 hectares – área com representativos de todas as fitofisionomias características da Mata Atlântica local.

O PBA (Projeto Básico Ambiental), aprovado pelo Ibama, órgão ambiental responsável, contempla 34 programas e subprogramas socioambientais.

 

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