Expedição realizada por investigadores de oceanografia do Reino Unido pode ser um estímulo para mineração marinha.

Equipe de investigadores do Centro Nacional de Oceanografia (NOC em inglês) do Reino Unido identificou uma crosta de rochas extremamente rica em minerais raros nas paredes do ‘Monte Trop’, a 500 quilômetros das Ilhas Canárias. A descoberta pode ser um passo na direção de mais atividades da mineração oceânica.

A montanha tem três mil metros de altura e seu cume fica a 1 mil metros da superfície. A formação contém minerais e terras-raras que são usados em dispositivos eletrônicos e na fabricação de turbinas eólicas. Pesquisadores do Centro Oceanográfico Nacional do Reino Unido usaram robôs submarinos para investigar a crosta de grãos finos que cobre toda a superfície da montanha e tem espessura de quatro centímetros. Pesquisadores têm pesquisado benefícios e riscos da mineração em terra e no mar.

A expedição realizou um experimento para reproduzir os efeitos da mineração, com o intuito de medir a quantidade de pó produzido na atividade. As amostras trazidas à superfície detectaram a presença de uma substância rara conhecida como telúrio em concentrações 50 mil vezes mais elevadas que as já identificadas na terra. O telúrio, comum em ligas metálicas, é usado também em um tipo avançado de painel solar.

Mineração Oceânica

A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA), organização ligada às Nações Unidas, autorizou empresas de 12 países a buscar minerais nas rochas do fundo do mar dessa região. A mineração marinha oferece como diferencial à mineração terrestre a facilidade de aproveitamento sem implicações sociais como o remanejamento de comunidades locais.

Outro fator de vantagem dessa forma de atividade mineral é A facilidade de se remover rochas com minerais valiosos, e apresentar um impacto imediato sobre populações muito menor.

Já a desvantagem é que a vida marinha nas áreas de extração praticamente morre, e esse efeito devastador pode se estender rapidamente e, potencialmente, comprometer uma grande área. Uma das principais preocupações é o efeito da poeira produzida ao se cavar o fundo do mar, que pode viajar longas distâncias e afetar organismos vivos pelo caminho.

Outro estudo, conduzido pelo mesmo grupo, apresentou evidências fornecidas pela exploração marinha e concluiu que muitas criaturas marítimas afetadas se recuperariam em um ano. Todavia, foi concluído que poucas dessas criaturas conseguiriam alcançar seus níveis anteriores, mesmo depois de duas décadas.

Fonte: BBC

 

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