Produção de ferro-gusa deverá aumentar em 2 mil toneladas diárias e reduzir necessidade de compra de placas de terceiros.

A Usiminas irá retomar a produção do Alto-Forno 1 da Usina de Ipatinga. A decisão do Conselho de Administração da empresa foi anunciada pela companhia no último 12. A previsão de reascendimento do alto-forno é para abril de 2018, após a realização de trabalhos de preparação e um investimento de R$ 80 milhões. A notícia foi precedida da aprovação, pela Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (JUCEMG), da redução do capital da Mineração Usiminas (Musa), de R$ 1 bilhão. “Com isso, a Usiminas já pode ter acesso a R$ 700 milhões do caixa da Musa e a outra acionista, a japonesa Sumitomo Corporation, R$ 300 milhões” comunicou a empresa.

Sobre o religamento do Alto-Forno 1, conforme divulgado pela Usiminas, deverão ser criados cerca de 400 empregos temporários, durante a obra de preparação, e 120 empregados diretos, na operação dos equipamentos, principalmente nas áreas de Redução, Aciaria e Manutenção. No que diz respeito à produção, a reativação do Alto-Forno 1 deverá aumentar em 2 mil toneladas diárias a capacidade de produção de ferro-gusa na unidade, reduzindo a eventual necessidade de compra de placas de terceiros.

“A aprovação da retomada do equipamento é fruto do esforço da equipe Usiminas, que realizou amplos estudos, considerando uma rigorosa avaliação de cenário, perspectivas de mercado e viabilidade financeira e técnica para a recuperação do equipamento”, afirma o presidente da Usiminas, Sergio Leite.

Para Leite, a decisão vem ao encontro dos primeiros sinais de reaquecimento do mercado siderúrgico, mesmo que de forma tímida.

“Ainda vislumbramos um crescimento lento para 2017, mas já estamos nos preparando para uma retomada mais consistente em 2018. O reacendimento do Alto-Forno 1 representa um incremento para nossa produção e, consequentemente, para o fortalecimento da nossa competitividade.” O equipamento foi temporariamente paralisado em razão da necessidade da Usiminas de adequar sua produção à queda da demanda por aços planos no mercado brasileiro.

Segundo Roberto Maia, diretor-executivo da Usina de Ipatinga, a reativação é uma ação muito importante para a retomada da empresa, visto que a Usina de Ipatinga poderá fabricar a mais entre 500 e 600 mil toneladas de ferro-gusa ao ano. “Esse aumento na produção tem consequências positivas nos resultados da companhia, geração de impostos para o município e empregos para a região”, frisa o diretor.

Com informações da Ascom – Usiminas

 

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