Levantamentos aerogeofísicos realizados pela CPRM entre 2004 e 2014 - Arte: CPRM

Até o fim do ano, entidade deverá disponibilizar 1 mil levantamentos que auxiliarão no crescimento do setor mineral.

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) liberou nesta semana dados brutos de levantamentos aerogeofísicos realizados em território brasileiro entre anos de 2004 e 2014. A iniciativa faz parte de um programa contínuo de disponibilização de dados e informações geocientíficas ao mercado. Segundo a Diretoria Executiva do CPRM, a ação é fundamental para estimular o setor da mineração no país.

Inicialmente, estão disponibilizados no GeoSGB, Banco de Dados da CPRM, os dados brutos (em formato XYZ) de 95 de um total de 1 mil projetos aerogeofísicos e seus respectivos relatórios técnicos de aquisição. Ainda de acordo com a diretoria do instituto, todos os projetos realizados serão disponibilizados para download até o final de 2017.

O diretor-presidente da CPRM, Eduardo Ledsham, afirma que a iniciativa universaliza o acesso aos dados aerogeofísicos existentes no Brasil. “É a reposta da empresa a uma demanda antiga da comunidade científica e do setor mineral.”

Ledsham informa que 95% do embasamento cristalino do Brasil já estão mapeados com modernos métodos e equipamentos de ponta.

Entre 1971 e 2001 foram executados 48 projetos aerogeofísicos em diversas regiões do país, dos quais a maioria apresentou características de levantamentos regionais, ou seja, com espaçamento das linhas de voo variando de 2.000 a 1.000 m e altura de voo de 150 m. Nesse período foi analisada uma área de cerca de 2.413.323 km².

A partir de 2004, iniciou-se uma nova fase nos aerolevantamentos geofísicos, em que todos os projetos de magnetometria e gamaespectrometria foram realizados com espaçamento de 500 m entre as linhas de voo, altura de voo de 100 m e direção das linhas de voo N-S. Desde então foi recoberta uma área de cerca de 3.726.364 km², o que corresponde a 43,76% do território brasileiro e aproximadamente 95% do embasamento cristalino do Brasil. De 2004 a 2014, o investimento para a aquisição desses aerolevantamentos correspondeu a US$ 188 milhões de dólares.

Dados: CPRM

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