Estiagem afeta produção de bauxita da MRN

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Segundo alerta da Hydro, produção da MRN deve ser reduzida em 2 milhões de toneladas - Foto: Divulgação MRN

Norsk Hydro alerta clientes sobre a redução da extração da fornecedora, o que impactará as entregas contratadas.

A Norsk Hydro emitiu um aviso alertando ao mercado sobre a redução no fornecimento de bauxita proveniente do Brasil, o que deverá afetar as entregas aos clientes. “A Hydro não receberá os volumes contratados completos de seu fornecedor, a MRN, devido à menor produção na mina de bauxita”, informou a produtora de alumínio em um comunicado nessa segunda-feira, 25.

A MRN, onde a Hydro tem uma participação de 5% e uma participação adicional de 40%, está enfrentando falta de água ocasionada pela longa estiagem na região. Conforme informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a região nordeste do país sofre uma estiagem de mais de seis anos, o que tem impactado a produção de energia, a agricultura e até mesmo o abastecimento das cidades.

Segundo informado pela Hydro, a falta de água deve reduzir a produção de bauxita em aproximadamente 2 milhões de toneladas, baixando a média de 17,5 milhões de toneladas, anteriormente esperada, para 15,5 milhões de toneladas no ano.

Ainda de acordo com a companhia, a produção da refinaria Alunorte não deve ser afetada, uma vez que o problema de falta de água afeta apenas a produção destinada ao mercado externo.

Por meio de nota*, a MRN disse estar revendo sua meta anual de produção e embarque de bauxita para 2017 em função da forte estiagem. “Essa escassez de chuvas diminuiu o estoque de água disponível para o beneficiamento do minério nos reservatórios da MRN. A revisão da meta anual de produção e embarque deverá ser concluída pela MRN até o final do mês de outubro. A empresa estuda ainda a possibilidade de declarar força maior”, declarou.

A MRN, com uma das maiores produções mundiais, tem capacidade de extração de cerca de 18 milhões de toneladas de bauxita por ano, contribuindo para colocar o Brasil como terceiro maior produtor de bauxita, atrás apenas da Austrália e China, de acordo com o serviço de pesquisa geológica dos Estados Unidos.

Atualizado às 14h45, de 26 de setembro

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