Petrobras eleva produção de petróleo e gás natural

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Foto: Agência Petrobras.

Dados são comparativos entre os meses de setembro e agosto.

A produção média de petróleo no Brasil no mês de setembro foi de 2,17 milhões de barris por dia (bpd), volume 2,8% superior ao de agosto. De acordo com a Petrobras, o resultado se deve, principalmente, ao retorno da operação dos FPSOs (unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo): Cidade de Itaguaí e Cidade de Maricá, ambos operando no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos.

Já a produção de gás natural no país, foi de 81,5 milhões de m³/d, 2% acima do mês anterior, excluído o volume liquefeito. Esse aumento também se deve à normalização das atividades das plataformas citadas. De acordo com informações divulgadas pela Petrobras, o aproveitamento do gás produzido nas plataformas operadas pela companhia atingiu, pelo segundo mês consecutivo, um novo recorde mensal, agora com a marca de 97%.

Exterior

Em setembro, a produção de petróleo nos campos externos foi de 64 mil bpd, volume 3,3% acima de agosto. De acordo com a Petrobras, o crescimento foi decorrente da normalização da produção em campos produtores nos Estados Unidos, após a passagem do furacão Harvey.

A de gás, no entanto, foi 6,9% abaixo do volume produzido em agosto, atingindo a marca de 7,2 milhões de m³/d. Segundo a companhia, a queda é resultado da redução da produção do campo de Hadrian South, devido a ocorrências operacionais.

De acordo com a Petrobras, a produção total de petróleo e gás natural, em setembro, foi de 2,79 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2,68 milhões boed produzidos no Brasil e 106 mil boed no exterior.

Produção na pré-sal

Os dados de produção de petróleo e gás natural na camada pré-sal também apresentaram alta no mês de setembro. Tanto nas operações da Petrobras, quanto nas de terceiros, houve um aumento de 6,6% em relação a agosto: um total de 1,68 milhão boed. Esse resultado também se deve à normalização da operação dos FPSOs Cidade de Itaguaí e Cidade de Maricá.

Campo de Sépia

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (19), a assinatura de contrato com o Grupo Modec para o afretamento de plataforma do tipo FPSO. A estrutura será utilizada no projeto de desenvolvimento da produção do campo de Sépia, fruto de contrato de Cessão Onerosa, localizado no pré-sal da Bacia de Santos.

De acordo com a Petrobras, o projeto contempla a interligação de até 15 poços à plataforma, que será instalada a cerca de 250 quilômetros da costa brasileira, em lâmina d’água de 2.140 metros. A estrutura poderá processar até 180 mil barris por dia (bpd) de petróleo e 6 milhões de m³/dia de gás natural. O início da produção está previsto para 2021. Ainda segundo a companhia, a unidade será operada pela empresa responsável pela construção e afretada por até 21 anos.

Moody’s melhora classificação de risco

A agência Moody’s anunciou a melhora da classificação de risco (rating) da dívida corporativa da Petrobras de B1 para Ba3 e alterou a perspectiva de positiva para estável. De acordo com a agência, há maior previsibilidade do fluxo de caixa da empresa, devido a fatores como: preços mais estáveis do petróleo, uma política clara para preços de combustíveis, custos operacionais decrescentes e disciplina na alocação de capital, que permitiu o aumento da produção e melhores margens no negócio de Exploração e Produção.

A Moody’s ainda informou que a perspectiva estável indica a visão de que o perfil de crédito da Petrobras continuará a melhorar gradualmente, sendo, no entanto, contrabalanceado pela perspectiva negativa do rating do Brasil (Ba2).

 

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