Decisão foi tomada após reunião com representantes do município, que solicitam venda em bloco e não em partes, como a petrolífera havia anunciado.

Foi adiado o leilão que venderia parte da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 5 – Planta de Amônia (UFN V), localizada em Uberaba, no Triângulo mineiro. A decisão foi tomada após reunião realizada nesta quarta-feira (8) entre autoridades do município e representantes da Petrobras, incluindo o presidente, Pedro Parente. O leilão seria feito entre os dias 20 e 21 de novembro.

A reivindicação é por parte dos representantes da cidade, que são contrários à venda parcial da unidade. A ideia inicial da Petrobras era comercializar apenas os equipamentos o que, para os representantes da cidade, inviabilizaria a retomada do empreendimento pela iniciativa privada.

Após o encontro de quarta, a Petrobras aceitou adiar o leilão em pelo menos 60 dias, podendo chegar a 90, conforme decisão final da área jurídica da petrolífera. Além disso, a prefeitura informou que será criado um grupo de trabalho que irá desenvolver um estudo mostrando a viabilidade do projeto.

“Temos que apresentar um estudo que demonstre que o produto é “vendável”, por assim dizer. Ou seja, vamos mostrar a Petrobras que é melhor vender por inteiro, e não por partes, como se propõe o leilão. Com este projeto em mãos a Petrobras tomará sua decisão. Entendo que nosso objetivo foi atingido para salvar o projeto. Volto com esperança, não apenas para viabilizá-lo para o futuro, mas também para a chegada do gás”, disse o prefeito de Uberaba, Paulo Piau.

Outra decisão na reunião foi o compromisso por parte da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) de oferecer 1,5 milhão de metros cúbicos de gás por dia, garantindo o abastecimento da planta de amônia.

Entenda

O contrato que deu início à construção da UFN V foi assinado em janeiro de 2012, mas a obra foi paralisada pela Petrobras em julho de 2015, devido ao adiamento sucessivo – por parte da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) – da construção do gasoduto que forneceria gás natural à planta. Agora, com a série de desinvestimentos que têm sido realizados pela Petrobras, a petrolífera decidiu vencer o projeto, mas apenas “fatiado”, ao contrário de outras unidades, como Araucária (PR) e Três Lagoas (MS), que estão sendo vendidas em bloco.

A planta de amônia tinha um custo estimado em R$ 3 bilhões e a expectativa, na época que o projeto foi lançado, é que ela gerasse mais de 5 mil empregos só durante a fase de construção. Uberaba é um dos polos de fertilizantes nitrogenados, responsável por parte significativa da produção nacional.

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