Somado ao valor dos dois primeiros trimestres, em nove meses o lucro da companhia chega a R$ 5 bilhões.

Mesmo com a crise pela qual a Petrobras passou no último ano, a empresa atingiu um lucro líquido de R$ 266 milhões no terceiro trimestre deste ano. O foi divulgado pela estatal na noite desta segunda-feira (13), durante apresentação de resultados do período. Somado ao valor dos dois primeiros trimestres, em nove meses o lucro da petrolífera chega a R$ 5 bilhões, revertendo o prejuízo registrado no mesmo período do ano anterior e refletindo a melhora no desempenho operacional.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 19,2 bilhões no terceiro trimestre, índice estável em relação ao período anterior. O Ebitda de janeiro até setembro foi de R$ 63,6 bilhões, com margem de 31% e estável em relação ao mesmo período do ano anterior.

“Este resultado mostra que a redução nas despesas operacionais e o aumento das exportações, com preços mais elevados, compensaram a queda das margens de derivados. Além disso, houve menores gastos com importações pela maior participação de petróleo nacional na carga processada e do gás nacional no mix de vendas”, explicou a Petrobras, por meio de nota.

O indicador de segurança (TAR) atingiu, ao fim do período, 1,09 acidentado registrável por milhão de homens-hora. O índice Dívida líquida/Ebitda ajustado, foi reduzido de 3,54 em 31/12/2016, para 3,16 em 30/9/2017.

Com relação ao fluxo de caixa livre, a companhia alcançou R$ 37,5 bilhões nos primeiros nove meses de 2017, sendo R$ 14,7 bilhões no terceiro trimestre. Dessa forma, segundo a estatal, completou-se o décimo trimestre consecutivo de fluxo de caixa livre positivo.

Sobre o endividamento, houve redução de 9% no valor em dólares, passando de US$ 96,4 bilhões em 31/12/2016 para US$ 88,1 bilhões em 30/9/2017. “A continuidade de uma gestão ativa da dívida possibilitou o alongamento do prazo médio de 7,46 anos em 31/12/2016, para 8,36 anos em 30/9/2017 combinado com uma redução no custo da dívida que saiu de 6,2% ao ano para 5,9% ao ano na mesma comparação”, informou.

Produção

A empresa produziu 3% a mais do que nos primeiros nove meses de 2016. No ano atual, a produção total de petróleo e gás natural foi de 2.776 mil barris de óleo equivalente (boed), sendo 2.660 mil boed no Brasil.

Já as vendas de derivados no mercado doméstico foram impactadas pela retração da demanda e pela concorrência mais acirrada com os demais players, atingindo 1.959 mil barris por dia (bpd), uma queda de 6% em comparação com os primeiros nove meses de 2016.

Com relação às exportações, a empresa atingiu um saldo de 385 mil bpd, em função do aumento em 39% das exportações de petróleo e derivados e da redução em 19% das importações, em comparação aos primeiros nove meses de 2016. Contribuiu para a diminuição das importações o aumento da participação de óleo nacional na carga processada.

“No trimestre, os destaques foram o aumento das vendas de diesel, a melhora das margens de distribuição de derivados e de geração de energia, além da redução das margens de refino. Além disso, o resultado foi impactado por itens não recorrentes como gastos com adesões aos programas de regularização de débitos federais e contingências judiciais”, finalizou a companhia.

 

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