Vale e UFLA desenvolvem centro de pesquisas em cavernas

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Caverna analisada pelo Centro - Divulgação Cebs.

Centro de Estudos em Biologia Subterrânea irá analisar animais invertebrados que nunca foram estudados.

A Vale iniciou neste mês uma parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA) para desvendar os mistérios das cavernas brasileiras. A mineradora desenvolveu junto à universidade o Centro de Estudos em Biologia Subterrânea (Cebs), por meio de um acordo de cooperação.

Segundo a Sociedade Brasileira de Espeleologia, o Brasil conta com 5.695 cavernas registradas atualmente. Nelas, estão diversos animais que nunca foram catalogados e estudados, em especial invertebrados. A principal função do Cebs será fazer esse trabalho.

“Temos muitas áreas de caverna em nossas operações no Brasil e, para a realização de nossas atividades, é necessário que as espécies que existem ali sejam descritas e catalogadas. O trabalho realizado pela UFLA é referência nacional na área e o centro vem para fomentar a pesquisa ainda mais”, destaca a analista de meio ambiente da Vale, Daniela Silva.

Além de subsidiar a execução da obra, a mineradora tem disponibilizado bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado para o desenvolvimento de pesquisas científicas focadas em espeleologia, área que estuda a formação das cavernas e os organismos que vivem dentro delas. O Cebs agrega pesquisadores e estudantes e sua estrutura conta com laboratórios e equipamentos modernos e uma coleção científica com capacidade de armazenar material biológico proveniente dos estudos.

“Para elucidar lacunas no conhecimento e os padrões da biodiversidade subterrânea no Brasil serão utilizadas informações oriundas da coleção bioespeleológica da Universidade Federal de Lavras que conta com informações georreferenciadas de mais de 700 cavernas amostradas desde o ano de 1999 em cavernas da Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Amazônia. Os espécimes de invertebrados encontram-se depositados na coleção do Setor de Zoologia do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Lavras”, explica texto de divulgação presente no site do Centro de Pesquisa da UFLA.

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