Valor histórico significa reaquecimento da economia, na opinião do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira.

A balança comercial brasileira fechou 2017 com saldo histórico de US$ 67 bilhões. De acordo com informações divulgadas pelo ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta semana, esse é o primeiro crescimento das exportações nacionais depois de cinco anos e das importações em três anos. Já as vendas externas totalizaram US$ 217,746 bilhões, um crescimento de 18,5%.

As importações somaram US$ 150,745 bilhões, representando um acréscimo de 10,5% em relação a 2016. A corrente do comércio em 2017 alcançou US$ 368,491 bilhões, 15,1% a mais do que 2016, quando o registro foi de US$ 47,683 bilhões.

“O superávit recorde em 2017 se deve ao aumento das exportações e das importações durante o ano. Importante destacar esse desempenho porque o saldo aferido em 2016 foi resultado de uma queda nas importações de 20% e também das exportações de 3,5%, em relação a 2015. Agora temos uma retomada real da economia e sobretudo no comércio exterior brasileiro”, disse o ministro.

Commodities

Ainda conforme Pereira, houve uma recomposição dos preços das commodities exportadas. O minério de ferro registrou um crescimento de 10,1% o petróleo em bruto de 32,2%, a celulose de 11,3%, o açúcar em bruto de 10,7%, e os semimanufaturados de ferro e aço de 34% na comparação com 2016.

“O ano de 2016, registrou o menor nível de preços de exportações em cerca de 10 anos. Já em 2017, tivemos aumento médio de 10,1% dos preços da pauta exportadora”, acrescentou.

Perspectivas para 2018

Para este ano a expectativa é de aumento do comércio pelo segundo ano consecutivo, devido a tendência de as importações crescerem mais do que as exportações em 2018. “O saldo positivo deve ser robusto e ficar na casa de US$ 50 bilhões de dólares, o que seria o segundo maior superávit da série histórica brasileira, atrás apenas de 2017”, disse o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto.

Para as commodities minerais a expectativa também é de melhora na produção, principalmente do petróleo e do minério de ferro. A previsão da Agência Nacional de Petróleo (ANP) é de crescimento da produção de petróleo em bruto de 11,5%. Para o secretário, isso vai representar aumento das exportações desses dois itens em 2018.

 

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