Leilão de petróleo da ANP arrecada R$ 8 bilhões

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Décio Oddone abre a 15ª Rodada e lamenta a retirada de dois blocos por decisão do TCU. Foto: Reprodução/ ANP.

Foram arrematados 22 dos 47 blocos, batendo o recorde de arrecadação em comparação com a última rodada que tinha sido de R$ 3,8 bilhões.

Durante a 15ª Rodada de licitações, que ocorreu nesta sexta-feira (29), de 22 blocos marítimos de exploração de óleo e gás, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) arrecadou cerca de R$ 8 bilhões em bônus e bateu um novo recorde de concessões.

De acordo com a ANP, o ágio foi de 621%, com o total de 47 blocos ofertados. Os 25 restantes foram para a repescagem mas não houve interessados.

No total foram 13 empresas ofertantes sendo 11 delas estrangeiras. Deste total 12 saíram vencedoras, das quais nove de países diferentes.

Outros 21 blocos terrestres foram ofertados, entretanto não teve nenhuma oferta por eles. Com isso, dos 68 blocos ofertados pela ANP, incluindo marítimos e terrestres, 22 foram arrematados, o que corresponde a 32% do total.

“O leilão superou todas as expectativas. Tivemos diversidade de operadores, diversidade geográfica e bônus extraordinários”, destacou o diretor-geral da ANP, Décio Oddone.

O diretor ressaltou, ainda, o desempenho de algumas das bacias. “Tivemos o fortalecimento de Sergipe-Alagoas e a retomada da Bacia Potiguar como polo de atração para operadoras. Mas a principal notícia é o ressurgimento da Bacia de Campos, que viveu um processo de interrupção na oferta de áreas. Houve uma retomada na 14ª Rodada, com bônus altos, e agora a confirmação, com todos os blocos arrematados, mostrando que a bacia tem potencial para ser aproveitado”, afirmou.

15ª rodada de licitações. Foto: Reprodução/ ANP Twitter.

Blocos mais valiosos são retirados

Na véspera do leilão, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu tirar da oferta dois blocos mais valiosos, que representariam 80% da arrecadação desta rodada.

Foram retirados os blocos S-M-534 e o S-M645 que estão localizados na Bacia de Santos, adjacentes a área do pré-sal. Somados, eles tinham lance inicial de R$ 3,55 bilhões.

O que foi arrematado

A área total arrematada foi de 16.400,30 km². Os blocos marítimos estão distribuídos em sete setores nas bacias sedimentares oferecidas Santos, Potiguar, Campos, Ceará e Sergipe-Alagoas.

Da Bacia de Santos foram arrematados três dos seis blocos. O bônus de assinatura arrecadado com eles foi de R$ 346,4 milhões com um ágio de 235,91% em relação ao bônus mínimo esperado pela ANP.

Já da Bacia Potiguar, um dos cinco blocos do setor AP1 foi arrematado por R$ 5,1 milhões. De acordo com a ANP, o valor não representou nenhum ágio sobre o que era esperado. Já o setor AP2 teve os seis blocos arrematados por um bônus total de R$ 133,7 milhões, com ágio de 80,98%.

Na Bacia do Ceará, apenas um dos sete blocos do setor SCE-AP-2 foi arrematado ao bônus de R$ 9 milhões, com ágio de 12,33%.

A Bacia de Sergipe-Alagoas, um dos três blocos do setor SSEAL-AUP1 foi arrematado por R$ 3,6 milhões, com ágio de 39,73%. Já o setor SSEAL-AUP2 teve um dos quatro blocos arrematados também pelo valor de R$ 3,6 milhões em bônus de assinatura, representando o mesmo percentual de ágio de 39,73%.

Destaque

O destaque da rodada e surpresa foi a concessão de todos os novos blocos da Bacia de Santos.

O maior ágio foi da Bacia de Campos, 680,452% sobre o mínimo esperado. Os nove blocos foram arrematados por R$ 7,5 bilhões.

*Sob supervisão de Sara Lira

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