Estudo divulgado pela Onu, com dados de 2017, mostra que geração de energia por usinas de matriz limpa corresponde a 12,1% no mundo.

Os projetos de energia solar na China dominaram a expansão global da capacidade de geração renovável no ano passado, que somou 157 gigawatts em novas usinas ao redor do mundo. Foi o que mostrou relatório apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta quinta-feira (5). O número corresponde a mais que o dobro do crescimento de combustíveis fósseis.

O estudo foi realizado pela entidade mundial, em parceria com a Frankfurt School-UNEP Collaborating Centre e Bloomberg New Energy Finance. Segundo a análise, a capacidade solar instalada bateu um recorde de 98 gigawatts ao redor do mundo em 2017. Só a China foi responsável por 53 gigawatts.

Conforme informações da Agência de Notícias Reuters, a expansão de energia renovável, incluindo também usinas eólicas, biocombustíveis e geração geotérmica, ultrapassou os 70 gigawatt em capacidade líquida adicionada em novos empreendimentos com combustíveis fósseis em 2017.

“Nós estamos em um ponto de virada dos combustíveis fósseis para o mundo renovável. Os mercados estão aí e as renováveis podem competir com o carvão, elas podem competir com petróleo e gás”, disse o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim.

No entanto, os combustíveis fósseis ainda dominam a capacidade existente de geração e usinas de matriz limpa somam apenas 12,1% de eletricidade no mundo.

Os investimentos em energia renovável subiram 2% em comparação com 2016, para US$ 279,8 bilhões em 2017, sendo que US$ 126,6 bilhões vieram da China. Esse valor apresenta um recorde histórico e 45% do total global.

“Custos muito menores são o principal fator de investimentos em energia solar ao redor do mundo”, afirmou o editor chefe da Bloomberg New Energy Finance, Angus McCrone, autor do relatório.

Os investimentos em energia solar na China são provenientes de políticas para reduzir a poluição do ar e desacelerar a mudança climática de acordo com McCrone.

Segundo o estudo, o custo de geração solar em grandes usinas fotovoltaicas caiu 15% em 2017, para US$ 86 por megawatt-hora.

Com Informações da Reuters

*Sob supervisão de Sara Lira

 

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