Reunião para decidir definitivamente alta ou não na produção ocorrerá na sexta-feira (22).

O Irã disse nesta quarta-feira (20) que pode concordar com a pequena alta na produção de petróleo, proposta pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na última reunião que ocorreu nesta semana. A Arábia Saudita, líder do grupo, busca convencer aliados a apoiar a necessidade de aumentar mais a oferta.

Outra reunião será realizada na próxima sexta-feira (22) para decidir sobre a política de produção em meio a pedidos de grandes consumidores como os Estados Unidos e a China por ações que contenham os preços e sustentam a economia global com uma maior produção.

O Irã ressaltou na terça-feira (19) que a Opep provavelmente não conseguiria um acordo, e com isso seria gerado um conflito com a Arábia Saudita e Rússia, que não é membro do cartel. Os dois países estão fazendo pressão para aumentos significativos na produção a partir de julho e assim atender a demanda global.

Mas hoje o ministro do Petróleo do Irã, Bijan Zanganeh, afirmou que os membros da Opep que ultrapassaram suas metas de cortes nos últimos meses deveriam retornar às cotas estabelecidas. Isso significaria, na prática, uma modesta alta na produção de países como a Arábia Saudita, que vinham aprofundando seus cortes apesar de problemas na oferta da Venezuela e da Líbia.

O secretário-geral da Opep, Mohammad Barkindo, comentou que está confiante de que haverá um acordo na próxima reunião.

A Rússia propôs que a Opep e os não-membros elevem a produção em 1,5 milhão de barris por dia (bpd), praticamente acabando com os cortes atuais, de 1,8 milhão de bpd. Membros da Opep como Irã, Iraque e Venezuela se opuseram, temendo uma queda nos preços.

Mesmo se o Irã recusar a oferta, a decisão pela elevação poderia acontecer, como já ocorreu antes na Opep.

Com informações da Reuters

*Sob supervisão de Sara Lira

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