Roberto Castello Branco será o novo presidente da Petrobras

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Roberto Castello Branco já ocupou cargos de direção em grandes empresas, como a mineradora Vale. Foto: Vale/ Divulgação.

Ele entra em substituição a Ivan Monteiro, à frente da presidência da estatal desde junho deste ano.

O economista Roberto Castello Branco será o novo presidente da Petrobras. Ele aceitou o convite da equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, conforme nota divulgada pela assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta segunda-feira (19).

Ele entra no lugar de Ivan Monteiro, que ocupa o cargo desde o dia 1º de junho deste ano.

Roberto Castello Branco é doutor em Economia pela Fundação Getúlio Vargas e, atualmente, é diretor no Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da FGV. Ele TEM Pós-doutorado pela Universidade de Chicago e experiência nos setores público e privado.

“Castello Branco já ocupou cargos de direção no Banco Central e na mineradora Vale, fez parte do Conselho de Administração da Petrobras e desenvolveu projetos de pesquisa na área de petróleo e gás”, informou a nota.

Em comunicado, a Petrobras confirmou que Monteiro deixará a presidência da companhia a partir de 1º de janeiro de 2019.

Privatização

O economista chegou a defender a privatização da companhia em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo em 2 de junho. Na ocasião, ele criticou a intervenção do governo de Michel Temer no preço do óleo diesel para acabar com a greve dos caminhoneiros, que prejudicou o abastecimento no país por dez dias em maio.

“Uma das lições que se tira desta crise é a urgente necessidade de privatizar não só a Petrobras, mas outras estatais”, escreveu. “É inaceitável manter centenas de bilhões de dólares alocados a empresas estatais em atividades que podem ser desempenhadas pela iniciativa privada, enquanto o Estado não tem dinheiro para cumprir obrigações básicas, como saúde, educação e segurança pública, que até mesmo tiveram recursos cortados para financiar o subsídio ao diesel”, ressaltou à época.

Durante a campanha presidencial, Jair Bolsonaro se manifestou contrário à privatização da Petrobras, pauta defendida pelo seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

 

 

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