Mineradoras assinam termo com Ferrovia Paraense

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O titular da Sedeme, Adnan Demachki, apresentou projeto da Ferrovia Paraense durante a reunião técnica - Foto: Rodolfo Oliveira / Agência Pará.

Mineração Irajá, Alloys, Araguaia Níquel, Vale e Norsk Hydro se comprometeram em transportar parte da produção pela ferrovia que ligará o Estado de Norte a Sul.

A Ferrovia Paraense, que interligará o Pará de norte a sul, já possui termos de compromissos para o transporte de cargas assinados por diversas empresas da área da mineração. A ferrovia com 1.312 quilômetros de extensão será interligada também à Ferrovia Norte Sul, sendo um canal para exportação pelo Porto de Vila do Conde, em Barcarena.

Entre as mineradoras que assumiram o compromisso estão a Mineração Irajá, a Alloys/PA e a Araguaia Níquel, além da Vale e Norsk Hydro, que também se comprometeram em transportar parte de sua produção pela Ferrovia Paraense. O termo de compromisso de carga a ser assinado por essas duas empresas representa até 15% da capacidade de escoamento da futura estrada de ferro, que será de 170 milhões de toneladas/ano de commodities (minérios e grãos).

A informação foi apresentada pelo titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, na terça, 15, durante uma reunião técnica de aprimoramento das minutas dos editais da licitação pública para a concessão da Ferrovia, na cidade de Santana do Araguaia.

“Não existe ferrovia sem carga contratada e é com satisfação que anunciamos que a Ferrovia Paraense já tem compromissos de cargas necessários para viabilizar o primeiro trecho, observou Demachki.

A reunião contou com a presença do vice-governador Zequinha Marinho; do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Giovanni Queiroz; do deputado estadual Gesmar Costa; dos prefeitos Zé do Quinca (Santana do Araguaia), José Faria Mussum (Santa Maria das Barreiras); além de políticos, lideranças locais e representantes do setor produtivo.

O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental da ferrovia foi aprovado no dia 7 de julho. Na fase atual estão sendo realizadas oito sessões, entre reuniões técnicas e audiências públicas (três delas já realizadas), para a coleta de subsídios que vão modelar o edital de licitação para a concessão da construção, operação e manutenção do empreendimento, conforme prevê a Lei Federal nº 8.666/93.

Adnan Demachki destacou o reconhecimento da Ferrovia Paraense como um projeto imprescindível para o país. “A Ferrovia Norte-Sul termina em Açailândia (MA), onde não há porto. Conseguimos junto ao governo federal que as duas ferrovias se conectem, permitindo que a linha chegue até o porto de Barcarena, geograficamente um dos mais próximos da China, Europa e Estados Unidos, que são os principais mercados exportadores do Brasil”, explicou o secretário.