Estudo da Economist Intelligence Unit prevê que a economia do país cresça mesmo em um cenário de incertezas políticas.

A Economist Intelligence Unit (EIU) prevê que a economia de Moçambique cresça 4% no próximo ano, graças ao crescimento do setor mineral. Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), o crescimento será de 5,3%. Entretanto, segundo a EIU, esse crescimento pode ser menor devido a incertezas políticas no país, mas os resultados ainda serão positivos, quando comparados aos de 2016.

A EIU é um grupo britânico que produz análises econômicas, industriais e de risco, responsáveis por realizar previsões econômicas de diversos países a cada cinco anos. Segundo a empresa, o carvão tem sido a base para o crescimento nacional de Moçambique. “A produção de carvão, juntamente com o aumento da produção de grafite e de pedras preciosas, vai manter-se como o principal motor do crescimento em 2018”.

“Isto reflete a expansão mais lenta do setor mineral num contexto de crescimento reduzido da produção nas minas de carvão do país, que começa a estabilizar depois de um aumento bastante rápido no ano passado”, afirma relatório produzido pela EIU.

Já o FMI prevê que Moçambique cresça 4,7% ainda em 2017, valor que apresenta uma alta em relação aos 3,8% registrados em 2016, mas ainda abaixo dos 5,3% previstos para 2018.

Os especialistas da Economist Intelligence Unit alertam, no entanto, que as incertezas políticas no país podem prolongar a queda no investimento. “As condições de liquidez e a despesa pública ainda limitadas deverão continuar a impactar a procura interna”, afirmam.

 

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